Wilson Lima vira alvo em debate após demonstrar despreparo

(Foto: Reprodução/Internet)

E mais uma vez, o candidato ao governo, Wilson Lima (PSC), ficou em uma situação delicada frente às câmeras. O jornalista, que é apresentador do Alô Amazonas, da TV A Crítica, mostrou desconhecer os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LDF – Lei Complementar 101), utilizada para o controle de gastos públicos nos governos. Ao se enrolar com a resposta, feita por Amazonino Mendes (PDT), que concorre à reeleição, Lima disse que “para questões técnicas, temos especialistas que vão cuidar disso”.

Wilson também errou ao dizer que o Estado já empenhou R$ 17 bilhões para o funcionamento dos órgãos administrativos, quando na verdade, foram R$ 12,1 bilhões. “Restou claro, lamentavelmente, que o candidato desconhece os princípios da LRF”, disse Amazonino.

Lima também foi repreendido pelo senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), ao responder uma pergunta feita por Berg da UGT (PSOL). “Berg, você vê que tem perguntas simples aqui, que algumas pessoas aqui não conseguem responder. O trivial para se administrar um Estado, é saber o que é o orçamento. E aí você não tem só que acreditar nos técnicos, você tem que conhecer profundamente. Até porque, você vai direcionar esse orçamento às políticas públicas da atividade fim, aquela que vai chegar direto na população”, destacou Aziz.

Ele também foi citado com preocupação pela candidata do PCdoB, Lúcia Antony, após afirmar que seu projeto de governo prevê a desoneração do setor de bares e restaurantes, tendo como contrapartida a contratação de mães de família e menores aprendizes.

“Candidato Wilson, me preocupa muito, e é a segunda vez que o senhor fala neste debate, em contratar menor aprendiz para trabalhar em bar. Isso é muito grave. Vamos colocar nosso jovem próximo do álcool, próximo do vício. Portanto, quando se fala em geração de emprego e renda, o esporte e a cultura podem gerar emprego e renda”.

O jornalista e apresentador foi considerado por alguns candidatos “um risco iminente” à administração pública, uma vez que não possui qualquer experiência no Executivo.

Wilson também mostrou desconhecer o principal programa da área da saúde, para a destinação de medicamentos gratuitos a portadores de doenças crônicas, o Proeme, que no Estado atende cerca de dez mil pessoas.

Ele tratou a pergunta como uma pegadinha e foi repreendido pelo candidato David Almeida, do PSB, que afirmou que era uma pegadinha “porque você não depende, diariamente, desses medicamentos, como uma pessoa que luta contra o câncer”. O debate durou quatro blocos e foi mediado pelo jornalista Carlos Tramontina.

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