Videoconferência anuncia que falta pouco para Amazonas ser área livre de febre aftosa

O Amazonas possui hoje cerca de 1,5 milhão de cabeças de gado
O Amazonas possui hoje cerca de 1,5 milhão de cabeças de gado

O Amazonas deu um grande passo para se tornar um Estado livre de febre aftosa e receberá do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) nesta sexta-feira (29), o status de “risco médio”. O anúncio será feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Eustáquio Andrade, por meio de videoconferência, no auditório da sede da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), a partir das 11h.

Para o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, o novo status é o último estágio para o Amazonas ser reconhecido como Estado livre de febre aftosa. “O status é fruto do trabalho de defesa sanitária feita pela Sepror e os órgãos ligados à secretaria e, principalmente, do investimento do Governo do Amazonas nas campanhas de vacinação contra a doença e de todo acompanhamento técnico que os pecuaristas recebem”, destaca.

O rebanho do Amazonas, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), corresponde a aproximadamente 1,5 milhão de cabeças de gado. O novo status que o Estado receberá foi publicado no Diário Oficial da União desta semana por meio da Instrução Normativa nº 28, assinada pelo secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Rodrigo Figueiredo.

Estado livre da doença – Atualmente, dois municípios do Amazonas (Boca do Acre e Guajará) são reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres de febre aftosa com vacinação. Boca do Acre e Guajará possuem, respectivamente, 346.015 e 35.093 cabeças de gado. Ainda, de acordo com o Mapa, partes dos municípios de Canutama e Lábrea também já são reconhecidas com o status livre de febre aftosa com vacinação.

Para o Mapa o Estado do Amazonas deve receber, em sua totalidade, o status livre de febre aftosa já no próximo ano. Um dos esforços do Governo do Amazonas para fortalecer o setor primário e evitar prejuízos econômicos para o Estado e, consequentemente, para o País, é subsidiar a vacina. O Estado é o único do País a comprar vacina e repassar ao produtor com subsídio. O produtor paga apenas R$ 0,60 por dose do remédio.

“A administração Omar Aziz reconhece a importância do setor primário para a economia do Amazonas, por isso não mede esforços para conquistar o status de Estado livre de febre aftosa. A contrapartida da vacina é justamente para garantirmos uma cobertura vacinal de 100% e, consequentemente, o tão sonhado status”, ressalta o secretário.

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