Vice-governador se pronuncia após ser alvo da Operação Sangria

Carlos Almeida afirmou não ter praticado qualquer conduta ilícita.

O vice-governador do Estado do Amazonas, Carlos Almeida Filho, se pronunciou um dia após ser alvo da Operação Sangria da Polícia Federal. Agentes da Polícia Federal (PF) realizaram buscas no gabinete e na casa dele na última quinta-feira (8)  em buscas de indícios relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude à licitação, desvio de recursos públicos na compra de equipamentos para combater à Covid-19 e lavagem de dinheiro. Carlos Almeida alegou não ter praticado qualquer conduta ilícita.

“Como pessoa pública, tenho ciência do enorme grau de exposição pessoal a que me submeto por conta do meu ofício político, portanto compreendo, apesar de pessoalmente constrangedor, os prejuízos que tal acarreta. Como profissional de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos investigados pela Operação Sangria. Não pratiquei qualquer conduta ilícita, motivo pela qual fiz questão de esclarecê-las”, destacou em parte do trecho da nota.

O vice-governador fez questão de deixar claro que apesar do constrangimento sempre esteve e está à disposição para colaborar com a Justiça.

“Apesar do constrangimento e do dano à imagem, entendo o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborei com o procedimento, e desde então, me dispus à contribuição com a Justiça”, esclareceu.

Na operação foram presos o empresário e médico Luiz Carlos Avelino Junior, marido da ex-secretária de Comunicação do Amazonas, Daniela Assayag; o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias; a ex-subsecretária de Atenção Básica à Saúde, Dayana Priscila Mejia de Souza; o engenheiro clínico Ronald Gonçalo de Caldas Santos, e o empresário Gutemberg Leão Alenca.

Todos são investigados por fraudes e superfaturamento em contrato de fornecimento de ventiladores mecânicos hospitalares por empresa comercializadora de vinhos. Eles foram alvos de mandados de prisão temporária expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Outros nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos, um deles, em nome de Carlos Almeida.

Leia a nota na íntegra:

A respeito dos desdobramentos da Operação Sangria que acarretaram em procedimento de busca e apreensão contra minha pessoa, manifesto-me à imprensa e população.

Como pessoa pública, tenho ciência do enorme grau de exposição pessoal a que me submeto por conta de meu ora ofício político, portanto compreendo, apesar de pessoalmente constrangedor, os ônus que tal acarreta.

Como profissional oriundo de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos circunscritos à Operação Sangria.

Tenho a afirmar que durante meus mais de 15 anos de vida pública sempre trabalhei pela correção e defesa de direitos, ideais que me levaram à política e que sustento com veemência durante o curso deste mandato. E, justamente por não concordar com os rumos da atual administração que me desliguei da Casa Civil no início de maio deste ano.

Afirmo que não pratiquei qualquer conduta ilícita, motivo pelo qual fiz questão de esclarecê-las, de pronto e de forma voluntária, na DPF, na tarde desta quinta-feira. Ressalto que, apesar do constrangimento e do dano à imagem, entendo o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborei com o procedimento, e desde então, me dispus à contribuição com a Justiça.

[ET]

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