Veterinários propõe norma para comercialização de ovos

ovosPara garantir a qualidade e sanidade dos ovos vendidos no comércio  varejista amazonense, Veterinários e Técnicos da Agência de Defesa  Agropecuária (ADAF) reuniram-se na manhã desta terça-feira (7) para  discutir a minuta de uma Nota Técnica que definirá normas para o transporte, armazenamento e comercialização de ovos no comércio local. A reunião foi realizada na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e contou com a participação do Diretor-Presidente da ADAF, Sérgio Muniz, do Presidente do CRMV, Paulo Alex Carneiro, representantes da academia e Responsáveis Técnicos das principais redes de Supermercados (Carrefour, DB, Fuji, Roma, Makro e Nova Era) e Granjas.

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A Nota Técnica debatida e aprovada durante o encontro foi apresentada pelos Médicos Veterinários Haruo Takatani, da ADAF, e Felipe Faccini, do Instituto Federal de Educação do Amazonas (IFAM).  Segundo Faccini, a iniciativa foi motivada pelas inúmeras reclamações de comerciantes com a perda de ovos que frequentemente estragavam nas prateleiras. “A primeira causa da perda dos ovos era a inobservância do prazo de validade do produto, pois os ovos perecem em um prazo curto e mais curto ainda na nossa região”. O Veterinário explicou que recorreu à literatura técnica para propor um prazo máximo para o consumo do produto e que ainda há necessidade de estudos científicos que determinem o prazo exato para o perecimento do produto na região amazônica, mais quente e úmida que as demais regiões brasileiras.

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O Presidente do CRMV, Paulo Alex Carneiro, destacou que a competência técnica para análise da sanidade dos produtos de origem animal é exclusiva do Médico Veterinário, por isso a categoria coordenou o trabalho de elaboração da Nota Técnica que vai nortear o trabalho da  Defesa Agropecuária e dos Responsáveis Técnicos no Estabelecimentos. “Os produtores de ovos estabeleciam prazos de validade longos que não se mostraram válidos no clima amazônico. Esse debate reuniu opiniões dos Veterinários que atuam nas Faculdades, na Defesa Agropecuária, nas granjas e comércios e conseguimos estabelecer parâmetros técnicos que vão garantir a boa qualidade dos ovos oferecidos no comércio local”, observou Paulo Alex.

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