Venezuelanos protestam por falta de alimentos; Maduro culpa a oposição

Os protestos por falta de alimentos e outras carências em vários estados da Venezuela continuaram na sexta-feira (29), depois de o Presidente venezuelano ter responsabilizado o chefe do parlamento, o opositor Julio Borges, de sabotar as importações do país.

Na zona oeste de Caracas, os habitantes da zona de Catia saíram de novo para as ruas para exigir os alimentos que o governo venezuelano havia prometido para o Natal, uma situação recorrente neste bairro na última semana do ano.

Também no interior do país, nos estados de Trujillo, de Miranda e de Vargas, a imprensa local e os deputados da oposição deram conta de pequenos protestos devido ao atraso das bolsas de alimentos que o governo entrega através dos denominados Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).

O pernil de porco, tradicional na mesa de Natal na Venezuela, foi um dos produtos que o governo de Nicolas Maduro prometeu distribuir durante esta época, mas em muitas zonas, não chegou, segundo os manifestantes. Eles também se queixam da falta de água e de falhas nos serviços de eletricidade e de recolha do lixo.

O Presidente da Venezuela começou por culpar o Governo de Portugal pelo fato de os pernis não terem chegado a tempo, acusando-o de “sabotagem”, acusação já refutada por Lisboa. Depois, foi avez do ministro da Agricultura Urbana, Freddy Bernal, dizerque afinal era a Colômbia que tinha 2.200 toneladas do produto retidas na fronteira. Agora é Maduro que está novamente a fazer acusações, dirigindo-se ao presidente do parlamento, o opositor Julio Borges.

Segundo o Presidente venezuelano, Borges está há um mês fora do país “a conspirar para que ninguém venda um só produto à Venezuela, para que não chegue um barco à Venezuela e para que as importações necessárias (…) não cheguem”. Com informações da Lusa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here