Tropical Hotel é arrematado por R$ 260 milhões

Empreendimento foi adquirido por um empresário residente em São Paulo. Ao todo, o complexo hoteleiro recebeu três lances.

O Tropical Hotel Manaus foi arrematado pelo valor de R$ 260 milhões durante leilão realizado pelo Sindicato dos Leiloeiros do Rio de Janeiro, na tarde da última terça-feira (11), na capital carioca. O complexo localizado no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, foi adquirido por um empresário chamado Otacilio Soares de Lima.

Fechado desde maio de 2019, o hotel suspendeu as atividades comerciais após a Amazonas Energia cortar o fornecimento do local devido a uma dívida estimada em R$ 8 milhões. À época, segundo a concessionária, por mais de 20 anos ocorreram tentativas de negociações com a diretoria do empreendimento para o pagamento da dívida.

De acordo com a auto de arrematação, o Tropical Hotel recebeu três lances. O primeiro da empresa Nyata Serviços Financeiros Ltda, de Manaus, no valor de R$ 135 milhões; o segundo da empresa Geretepaua Engenheira Ltda, de Belém, no valor de R$ 255 milhões; e o último foi de R$ 260 milhões do empresário que reside em São Paulo.

O arrematante tem o prazo de 20 dias corridos para depositar o valor, até a data limite de 02/03/2020, e pagar as custas cartoriais de 1%  até o máximo permitido por lei.

Celebrado

O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro do Estado do Amazonas (SindHotel-AM), Gerson Almeida, comemorou a compra do complexo, pois o Tropical terá como arcar com as dívidas trabalhistas que chegam, segundo o sindicalista, a aproximadamente R$ 30 milhões. Ele afirma ainda que cerca de 350 ex-funcionários devem ser recontratados para trabalhar no empreendimento. Desde 2011, a administração do hotel não depositava o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários.

“Segundo informações que recebemos da massa falida, o comprador pretende botar o hotel pra funcionar novamente”, disse.

De acordo com o sindicalista, o novo comprador deve começar a operar o hotel em 60 a 90 dias. Uma reunião foi marcada para semana que vem entre os envolvidos para esclarecer os próximos passos que devem ser adotados.

Primeiro leilão

Em 16 de dezembro, a empresa amazonense ‘Nyata – Soluções em Pagamentos’ deu o lance de R$ 120 milhões, mas não depositou a caução (garantia legal) de 5%, de R$ 6 milhões, do valor total estimado do hotel, avaliado em R$ 182,1 milhões, em tempo hábil. Por isso, o Tropical Hotel foi a leilão novamente ontem.

Com o descumprimento do item do edital, o juiz Paulo Assed Estefan, titular da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), não homologou a venda.

À época, a assessoria de imprensa da Nyata informou à reportagem que a empresa estava disposta a dar como lance a quantia de R$ 120 milhões no leilão do dia 11. “No primeiro leilão, dois interessados (duas empresas) estavam presentes e ambos não fizeram o depósito conforme o previsto no leilão. O juiz preferiu não homologar e avalio ser mais justo reabrir o leilão e refazê-lo. Isso não foi novidade para nós, até esperávamos e estamos bem tranquilos em relação à decisão proferida. A proposta vinculante que consta nos autos se mantém. O hotel só não será arrematado pela Nyata caso seja apresentado uma proposta de maior valor”, declarou na ocasião um dos sócios da empresa que preferiu não ser identificado.

fonte | ACRÍTICA

 

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