Trinta e cinco policiais são mortos em emboscada no Egito

Imagem clicada neste sábado, 21 de outubro, mostra a guarda presidencial durante a cerimônia que marca os 75 anos da batalha de El Alamein (Foto: KHALED DESOUKI /AFP)
Imagem clicada neste sábado, 21 de outubro, mostra a guarda presidencial durante a cerimônia que marca os 75 anos da batalha de El Alamein (Foto: KHALED DESOUKI /AFP)

Pelo menos 35 policiais egípcios foram mortos em uma emboscada de rebeldes islâmicos no deserto, 200 quilômetros a sudoeste do Cairo, num dos piores ataques desde o lançamento, em 2013, de uma série de atentados extremistas contra as forças de segurança. Fontes médicas e dos serviços de segurança confirmaram que o número de mortos pode aumentar.

O ataque aconteceu quando o presidente Abdel Fattah al-Sissi se preparava para assistir neste sábado às comemorações do 75º aniversário da batalha de El Alamein, que marcou uma vitória decisiva para os aliados contra as forças fascistas na Segunda Guerra Mundial.

O chefe de Estado manteve seu deslocamento para esta cidade do norte, mas anulou outros compromissos do dia, indicou a presidência à AFP. Esta manhã, no acesso à área onde os confrontos ocorreram no dia anterior, dois motoristas disseram à AFP que as forças de segurança estavam presentes de forma massiva e que “aviões militares sobrevoavam a área”, localizada a menos de 200 km do Cairo.

O ministério do Interior informou que um grupo de agentes, que estavam à procura de islamitas na região, foi atacado na sexta-feira à noite na estrada que conduz ao oásis de Bahariya. Este oásis já foi um famoso destino turístico.

Vários “terroristas” responsáveis pelo ataque foram mortos nos confrontos, disse o ministério, sem especificar o número de óbitos. De acordo com uma fonte próxima à investigação, o comboio foi alvo de disparos de foguetes. Os agressores também usaram dispositivos explosivos.

O ataque ainda não foi reivindicado. Uma falsa comunicação em nome do pequeno grupo extremista Hasm circulou nas redes sociais, mas a conta no Twitter da organização está inativa desde o dia 2 de outubro.

Desde que as Forças Armadas destituíram, em 2013, o presidente Mohamed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana, os grupos extremistas têm multiplicado atentados contra militares e policiais. As autoridades no Cairo lutam especialmente contra o braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), autor de atentados no norte da Península do Sinai, no leste do Egito. Centenas de soldados e policiais morreram nestes ataques. / Por AFP

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