“Triângulo das Bermudas” – Uma polêmica que assombra o mundo desde o século XIX

Na década de 70, uma das mais eletrizantes badalações da literatura fantástica era, sem dúvida, o Triângulo das Bermudas, o “Triângulo do Diabo”, onde aviões e embarcações desapareciam misteriosamente conforme relatos datados a partir do século XIX.
De um lado, apaixonados pela vida extraterrestre e partidários do espiritismo esmeravam-se em associar o fenômeno à existência da antiga Atlântida, sob a argumentação de que as Bermudas seriam o local em que a maior força eletromagnética da civilização atlante estava localizada e agindo com intensidade, desafiando as leis da física tradicional.

Do lado oposto, arautos da ciência tradicional riam de tais suposições e procuravam, de todas as formas, tratar com desdém a questão, até para evitar pânico na opinião pública. Não havia a Internet e, portanto, não era difícil impor o que convinha aos interesses oficiais de governos que boicotavam qualquer tentativa de aprofundar esclarecimentos em torno de fenômenos como o das Bermudas.

O renomado escritor J.J.Benitez abordou o Triângulo das Bermudas em sua vasta obra literária cujo marco universal foi a série Cavalo de Tróia. No livro Meus Enigmas Favoritos, ele conta que certa vez, sobrevoando a Flórida, Porto Roco e Bermudas, os instrumentos do pequeno avião em que viajava para as Ilhas Virgens, de repente, ficaram malucos. Para sua sorte, após alguns minutos, as bússolas voltaram ao normal e Benitez pôde chegar em paz ao seu destino.

Hoje, com o You Tube, a polêmica talvez não tenha a mesma efervescência dos anos 70, mas o mistério continua sobre as ocorrências no triângulo diabólico. Lá, como se sabe, pilotos de aviões, antes de desaparecerem, falavam de um céu que mudava de cor e que tudo à volta ficava brumoso e amarelado. Viajantes de embarcações descreviam bússolas que giravam sem controle, como que sob a influência de uma realidade paralela, uma outra realidade dimensional. Seria, então, a explicação plausível para o que acontecia nas águas de um oceano estranhamente quieto ?

Sobre os célebres eventos do Triângulo das Bemudas, vale a pena destacar um interessante caso datado de 1982 envolvendo o barco russo Vitiaz. A meteorologista Jurate Mikolaiunene conta: “Assim que penetramos na zona, o barômetro desceu rapidamente, apesar da aparente calma do mar. Em seguida, a tripulação começou a queixar-se de intensas dores de cabeça, vômitos e náuseas insuportáveis. Na manhã seguinte, o radiotelegrafista foi encontrado inconsciente em seu camarote. Quando nos dirigíamos para as ilhas Bermudas, a fim de hospitalizarmos o tripulante, em meio ao oceano surgiu algo incrível, uma espécie de “cidade” com enormes edifícios, e na qual as pessoas demonstravam uma febricitante atividade”.

Como entender tais ocorrências sem admitir a possibilidade de “mudanças dimensionais” ? Para a física de meia década atrás, tudo pareceria somente absurdo da imaginação coletiva, mas hoje, e ainda bem, o assunto pode ser mais palatável aos olhos da ciência, inclusive pela agradável pressão da mídia ufológica.

*Juscelino Taketomi – jornalista e escritor

 

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