Saúde

Tragédia do oxigênio no AM completa um ano de impunidade, alerta Braga

Senador Eduardo Braga (MDB)

Nesta sexta-feira (14), completa um ano da crise do oxigênio no Amazonas que matou dezenas de pessoas que estavam internadas nas unidades de saúde. “Com a chegada da nova variante Ômicron e o aumento exponencial dos casos novos confirmados, o Governo precisa se preparar para uma possível nova onda, já que foi o primeiro estado do país a sofrer com os impactos da segunda onda da Covid”, alerta o senador Eduardo Braga que integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Covid-19.

A crise do oxigênio aconteceu há exato um ano, causando comoção no Brasil e no mundo, sendo um dos momentos mais devastadores da pandemia de Covid-19 no país. Muitas pessoas que precisam do oxigênio com a falta do abastecimento, morreram. Pessoas que estavam internadas em casa utilizando o gás medicinal para o tratamento também sofreram complicações. A crise se instalou nos hospitais, nas ruas e na única empresa que fornecia gás medicinal para o Estado.

A White Martins declarou que informou o Governo do Amazonas diversas vezes sobre o consumo e possível falta do insumo, porém, não houve um retorno de fato da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para a ampliação do contrato para a compra de mais metros cúbicos do gás medicinal.

Segundo o Ministério Público (MP-AM) e a Defensoria Pública, mais de 60 pessoas morreram no Amazonas pela falta de oxigênio. Mais de 500 pacientes foram transferidos às pressas para hospitais em outros estados.

Após um ano da crise e apesar das inúmeras investigações, ninguém foi responsabilizado pelas mortes dos pacientes. O MP-AM e o Ministério Público Federal (MPF) investigam autoridades públicas e empresas privadas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, foi instalada no Senado após a crise do oxigênio no Amazonas para investigar e identificar os culpados pelas mortes.

Em meio a falta de oxigênio, o governador Wilson Lima estava sendo investigado pela compra superfaturada de respiradores em uma loja de vinhos no bairro Vieiralves, em Manaus.

Em setembro do ano passado, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, aceitar denúncia que torna réu o governador do Amazonas. Ele foi acusado pelo MP de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de respiradores destinados ao tratamento dos pacientes com Covid.

A denúncia foi apresentada em abril pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que menciona Wilson Lima e outros 15 acusados. A PGR estima o prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Após um ano da crise sanitária, o Amazonas contabiliza mais de 13,8 mil mortes em decorrência da infecção por Covid-19. O Estado está próximo de uma nova onda da pandemia com o surgimento da nova variante Ômicron e casos de influenza.

Nos últimos três dias, o Estado registrou mais de 5 mil casos novos de Covid-19, ocasionando restrições de eventos, cancelamento de blocos e desfile de carnaval. “O Governo do Amazonas precisa estar atento, acompanhando o setor de saúde e antecedendo aos problemas para que não ocorra mais nenhuma crise, muito menos mortes de amazonenses”, alerta Eduardo Braga.

*Com informações da assessoria

 

 

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