Tragédia de Brumadinho supera Mariana com 34 mortos

De início, seis aeronaves dos bombeiros foram usadas nas buscas. Defesa Civil também atua no local. | Foto: Uarlen Valério/O Tempo/Estadão Conteúdo

Com 34 mortos confirmados pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a tragédia de Brumadinho já é vista como um dos maiores desastres ambientais e humanos da história do país. O número de vítimas fatais superou a quantidade de óbitos registrados em Mariana (MG), há três anos. Na ocasião, 19 pessoas perderam a vida após o rompimento da barragem da empresa Samarco.

O Governo mineiro chegou a publicar a informação de que haveria 40 mortos. No entanto, corrigiu a informação para 34. Oito delas foram identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML), entre eles a médica Marcelle Porto Cangussu o carregador Jonatas Lima Nascimento. Os outros seis são: Carlos Roberto Deusdeti, Leonardo Alves Diniz, Fabrício Henriques, Robson Máximo Gonçalves, Willian Jorge Felizardo Alves e Eliandro Batista de Passos

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as causas do rompimento da barragem no município mineiro situado a 70 km de Belo Horizonte. A corporação apura crimes ambientais e contra a vida. O objetivo é apontar a autoria dos responsáveis pelo desastre.

De acordo com a PF, serão realizados interrogatórios, buscas por documentos e diligências para investigar a materialidade da ruptura da bacia que resultou no desaparecimento de pelo menos 254 pessoas empregados e terceirizados da Vale. Segundo os bombeiros, 46 foram localizadas vivas.

Ainda de acordo com o levantamento, 86 famílias da comunidade de Brumadinho estão cadastradas no banco de contatos do governo, em busca de parentes. Mais cedo, a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões da empresa Vale, responsável por administrar a barragem

A Vale atualizou na manhã deste sábado a lista de funcionários sem contato, no site da empresa. O número estava em 412. Além do documento, a mineradora disponibilizou um telefone para que as pessoas possam ligar e se identificar, caso estejam fora de perigo, mas seus nomes continem na relação: 0800 821 500.

Em paralelo, a Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito a fim de investigar e identificar os autores dos danos contra as vítimas e contra o meio ambiente. O caso está sob a responsabilidade do delegado Luiz Otávio, da Delegacia de Meio Ambiente.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Leão, as buscas por vítimas estão concentradas em quatro pontos: um ônibus de funcionários encontrado soterrado, uma locomotiva, um prédio e a comunidade Parque da Cachoeira.

ONU lamenta

A Organização das Nações Unidas (ONU) lamentou a tragédia com o rompimento da barragem da mineradora Vale, na cidade de Brumadinho (MG). Em nota, a instituição afirmou que as “perdas de vidas e os significativos danos ao meio ambiente e assentamentos humanos são incomensuráveis”.

O texto também diz que a ONU está à disposição para apoiar as ações das autoridades brasileiras na rápida remoção das vítimas e no estabelecimento de condições dignas aos eventuais desabrigados e à população atingida.

FONTE: METRÓPOLES
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