Cidades

Toque de recolher, e agora?

Foto: Leandro Prazeres

DA REDAÇÃO – Ontem (14), o Governo do Estado do Amazonas publicou um decreto que restringe a circulação na rua das 19h às 6h. Dado os níveis alarmantes de óbitos registrados nos últimos dias uma medida mais drástica precisava ser tomada.

Apesar de um descontentamento por parte dos cidadãos amazonenses com a maneira como o Governo do Estado tem gerido a crise do corona vírus, situação agravada pela falta de oxigênio nos hospitais públicos, a culpa sobre a grave crise em que o Amazonas se encontra não é somente do governo estadual.

Parte da população tem uma parcela considerável de culpa em tudo isso, pois não se atentou para as medidas de segurança que deveriam ser tomadas para impedir o avanço da crise, imaginando que isso é um problema pertencente única e exclusivamente ao poder público.

Não existe um grupo especifico de pessoas que possam ser apontadas como os detentores de tal irresponsabilidade. Os indivíduos que têm sistematicamente demonstrado não se importar com o estado caótico em que o Amazonas se encontra estão presentes em todas as classes econômicas, grupos sociais e orientação religiosa.

Tanto aqueles religiosos que praticam as suas crenças semanalmente, mas se esquecem de coisas também tão importantes quanto, como são a justiça, a misericórdia e a fé. A justiça de fazer o que é certo pensando nos outros; a misericórdia com aqueles mais necessitados e com dificuldades para se proteger; e a fé de que tempos melhores virão.

Como também aquela parcela mais carente emocional e afetivamente da população que são viciados em festas e que nem a situação caótica que nós estamos vivendo é capaz de fazer perder a próxima balada.

Será que essas pessoas se tornarão minimamente conscientes mediante esse novo decreto que escancarou a triste realidade em que vivemos?

Certamente a resposta virá nos próximos capítulos dessa série que nós estamos sendo obrigados a maratonar e que narra a paixão incessante do jovem corona pela indomável população amazonense.

Reportagem: Luciano Lima

Deixe um comentário