Surdos fazem passeata por mais escola bilíngue

A falta de intérprete da Língua de Sinais é um problema latente, declara a professora Elisandra Lima
A falta de intérprete da Língua de Sinais é um problema latente, declara a professora Elisandra Lima

Alunos com professores de três escolas e um instituto de Língua Gestual (Sinais) se reuniram hoje (26) de manhã na Praça Heliodoro Balbi, conhecida como Praça da Polícia, para chamar a atenção dos poderes públicos estadual e municipal para as necessidades do ensino da Língua de Sinais. A manifestação também celebrou o Dia Nacional do Surdo e se estenderia numa passeata da praça até o Largo de São Sebastião, via Avenida Eduardo Ribeiro.

Estamos com a Língua de sinais só até o Fundamental e queremos o Médio, pede a gestora Haydeê Carneiro
Estamos com a Língua de sinais só até o Fundamental e queremos o Médio, pede a gestora Haydeê Carneiro

A gestora da Escola Estadual Augusta Carneiro, na Avenida Joaquim Nabuco com a Rua Japurá, Haydeê Carneiro, relata que a reivindicação dos alunos é para que o a Seduc implante a Língua de Sinais no Ensino Médio. “Estamos com a Língua de sinais só até o Ensino fundamental e a reivindicação é para o Ensino Médio”, argumenta. Essa escola tem 168 alunos entre surdos e cegos e é a única escola pública com essa especialidade de ensino.

Mas há outros fatores levantados pela professora Elisandra Lima que prejudicam o desenvolvimento de alunos com surdez inclusos em escolas não especiais. “A falta de intérprete da Língua de Sinais é um problema latente e os alunos com surdez sofrem muito com a inclusão, justamente pela falta desses profissionais”, justifica. Além dos alunos da Augusta Carneiro participaram da manifestação os colégios Brasileiro (Pedro Silvestre) e Frei Sílvio e o Instituto Felipo Smaldono.///Jersey Nazareno

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here