SSP registra desaparecimento de 113 crianças e adolescentes em Manaus

Número representa aumento de 8,6% se comparado ao mesmo período de 2017

Mais de 100 crianças e adolescentes desapareceram nos primeiros meses de 2018, de acordo com um levantamento divulgado pela Secretaria de Segurança Públida do Amazonas (SSP-AM), nesta terça-feira (31). O número representa um aumento de 8,6% de desaparecidos, em relação aos mesmos meses, no ano anterior. Maioria dos casos são de meninas. Ao todo, 386 pessoas (de várias idades) desapareceram neste ano. Homens representam 61% dos casos.

De acordo com o levantamento, feito pelo Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), da SSP-AM, 113 casos de crianças e adolescentes desaparecidos foram registrados, entre janeiro e junho de 2018. No mesmo período analisado, em 2017, o número de desaparecidos era de 104.

Durante todo o ano de 2017, o total de crianças e adolescentes desaparecidos foi de 230 casos registrados, segundo a SSP-AM.

Entre os casos, a maioria registrada em 2018 foram de meninas, com 69 desaparecidas. Na faixa etária registrada entre as desaparecidas, três tem idade entre 0 e 11 anos. Outras 66, tem idade entre 12 e 17 anos.

No ano anterior, 64 meninas tinham desaparecido. Entre a faixa etária, cinco tinham idade entre 0 e 11 anos. Outras 59 tinham idade entre 12 e 17 anos.

Outros 44 casos foram de meninos. O desaparecimento de 10 crianças de 0 a 11 anos foi registrado, além de outros 34, com idade entre 12 e 17 anos, entre janeiro e junho de 2018.

Em 2017, 40 meninos haviam desaparecido. 10 tinham idade entre 0 e 11 anos. Outros 30 tinham idade entre 12 e 17 anos.

Outros casos

Dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) apontam que os homens representam 61% das 386 pessoas que desapareceram no primeiro semestre deste ano, em Manaus. A faixa etária com mais ocorrências é a de homens entre 35 e 64 anos, com 19,4% do total.

Segundo a titular da Delegacia Especializada em Ordem e Política Social (Deops), Catarina Torres, as informações de familiares e amigos são fundamentais para as investigações. Por isso, é preciso atenção a qualquer mudança na rotina de pessoas próximas, como parentes, e registrar a ocorrência assim que notar a ausência.

“O registro do desaparecimento deve ser feito assim que um familiar ou pessoa próxima perceber uma ausência fora da rotina, para que seja dado início às investigações”, disse a delegada. “Muita gente diz que é preciso esperar 24 horas, mas isso é um mito. O quanto mais rápido a informação chegar às autoridades policiais, melhor para a investigação e localização”, completou.

Para o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Irineu Brandão Júnior, os pais devem ter estar em alerta com o círculo de amizade dos filhos, inclusive no ambiente virtual. “Muitos pais não se preocupam com quem os filhos se relacionam e o que eles acessam na internet”, disse.

Notificação dos casos

O registro de desaparecimento pode ser feito por familiares ou amigos em qualquer delegacia. No caso de crianças e adolescentes (até 17 anos), o registro pode ser feito diretamente na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), localizada na Rua 6, Conjunto Bela Vista, Planalto.

Casos de pessoas a partir de 18 anos podem ser registradas diretamente na DEOPS, de segunda à sexta-feira. A unidade funciona em horário comercial na Delegacia Geral, na Avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, em frente ao Sambódromo. O telefone é 3214-2268.

De janeiro até junho deste ano, dez pessoas desaparecidas foram encontradas pela polícia. Diariamente, a Polícia Civil do Amazonas divulga as fotos de pessoas desaparecidas e os contatos telefônicos para que a população possa ajudar com informações. O site da instituição também disponibiliza as fotos www.policiacivil.am.gov.br.

(Com G1)

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