Setor primário no Amazonas é ameaçado por falta de insumos, diz Sinésio Campos

(Foto: Divulgação)

De autoria do deputado estadual Sinésio Campos (PT), ocorreu nesta quarta- feira (03), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), uma Audiência Pública que debateu sobre a utilização do farelo, casca de soja, milho e fertilizante em atividades agropecuárias no Estado do Amazonas.

Vereadores e trabalhadores da produção rural do município de Itacoatiara, procuraram o deputado Sinésio solicitando ajuda e alegando a recusa do grupo AMAGGI, uma empresa que trabalha com a produção agrícola de soja, milho e algodão contendo um terminal graneleiro situado no Município de Itacoatiara, na venda de farelo e da casca de soja para os produtores rurais de Itacoatiara e do Amazonas.

A demanda culminou na visita técnica do deputado e órgãos competentes do setor primário as instalações do Terminal Graneleiros e as industrias do Grupo AMAGGI em Itacoatiara, na segunda- feira (01). Apesar de o deputado e todos os órgãos in loco terem convidado representantes da empresa para participarem da Audiência Pública com o desígnio de prestarem informações aos produtores, nenhum representante da empresa se fez presente.

Ao iniciar a Audiência o parlamentar leu um ofício enviado ao e-mail da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento na qual Sinésio preside na Assembleia Legislativa, relatando a ausência de representantes do grupo AMMAGI na presente reunião.

Em seu pronunciamento Sinésio falou que há entreves da oferta e da procura, em razão do preço da ração que segundo ele é um fator limitante na estrutura dos custos de produção. “De um lado, esse polo produtivo enfrenta severo comprometimento em sua capacidade de crescimento devido à pequena produção de soja e milho em nosso Estado e na outra vertente o alto custo dos insumos básicos, quais sejam, o milho e o farelo de soja, que são importados do Estado do Mato Grosso. Não podemos esquecer que neste cenário, existe uma demanda reprimida de 20 mil pequenos criadores Amazonenses, por milho, soja e rejeitos do processamento da soja, insumos básicos de fundamental importância, como componentes da ração na alimentação desses animais, no qual os produtos e subprodutos são movimentados no terminal graneleiro do Grupo AMAGGI. Desta forma, entendemos que a empresa deve urgente dialogar e buscar de alguma formar esclarecer os reais motivos de não vender os insumos aos nossos produtores”, explicou Sinésio.

Uma Comissão Especial foi criada com a participação de representantes de entidades e órgãos liderada pela ALEAM, Governo do Estado, Associações, Cooperativas e empresários do setor primário, interessados a formular uma proposta junto ao Grupo AMAGGI na comercialização, via terminal graneleiro de Itacoatiara, dos insumos, com destaque para o milho (120 mil toneladas/ano), a casca de soja (20 mil toneladas/ano), farelo de Soja (50 mil toneladas/ano), o caroço de algodão, cuim de arroz e fertilizantes, que são matérias primas básicas essenciais para atividade criatória da pecuária e piscicultura no Amazonas.

Uma “Carta Aberta à Sociedade Amazonense” também foi escrita de forma conjunta pelos órgãos presentes na Audiência Pública requerendo em parte do seu teor, que o Grupo AMAGGI comercialize os seus produtos para o mercado amazonense com preços competitivos, considerando os incentivos fiscais estaduais amparados pela Lei.

“A criação da Comissão Especial e a Carta Aberta vem para dialogar com o grupo AMAGGI e buscar alternativas de desenvolvimento econômico aos produtores e criadores do Estado do Amazonas que necessitam da venda desses insumos que potencializam a cadeia produtiva do setor. Está longe de acabar a cobrança ao grupo AMAGGI na venda desses insumos essenciais para as atividades criatória da pecuária e piscicultura Amazonense. Não vamos admitir o setor primário do Amazonas ser ameaçado por falta de insumos que existem em sua própria casa”, falou o deputado. 

Participaram da Audiência Pública representantes da Secretaria de Estado de Produção de Rural- SEPROR, Secretária de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEPLANCTI, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas – IDAM, Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ, Ordem dos Advogados do Amazonas OAB – AM, Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas – FAEA, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas – IPAAM, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, Câmaras Municipais e Prefeituras Municipais.

 

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