Setor agropecuário amazonense enfrenta seria crise produtiva

A cheia na região é um dos fatores que contribuíram o agravamento da crise no setor
A cheia na região é um dos fatores que contribuíram o agravamento da crise no setor
A cheia na região é um dos fatores que contribuíram para o agravamento da crise no setor

Da Redação – A Agricultura amazonense e a pecuária sempre estiveram lado a lado no desenvolvimento econômico do estado do Amazonas. Depois dos ciclos da Borracha e da Castanha que seguraram a economia local por varias décadas, a produção de Castanha e do Látex entrou em declínio, forçando os empresários locais a atuarem em outro setores da economia, e a pecuária e a agricultura foi alternativas viáveis para se continuar o progresso no interior do Amazonas.

Na região do Baixo Amazonas se destacando o rebanho de Parintins, a criação de Búfalos em Autazes e a pujança de Boca do Acre deram uma nova cara a economia amazonense. Mas devido a problemas climáticos e com a subida e decida do nível dos rios, os pecuaristas estão enfrentando serio problemas financeiros, principalmente os do baixo Amazonas, onde não se conseguiu tecnologia de manutenção e conservação de pastos, fazendo com que o gado sofra com a falta de peso, e consequentemente com problemas de venda do produto final.

Em Parintins já se esta consumindo em grande escala carne oriunda do município paraense de Santarém, onde existe um rebanho forte e que esta servindo toda aquela região da calha dos rios Amazonas e Tapajós. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, mostra preocupação com a atual situação. Ele já colocou técnicos da entidade a disposição dos empresários, pois neste momento a principal ajuda é a informação, uma vez que existe uma inadimplência muito grande devido a inúmeras pendências bancárias. Por isso um especialista está sendo colocado a disposição dos pecuaristas amazonense, para que ele possa analisar caso a caso e assim amenizar a crise no setor.

"A vazante foi fraca e inviabilizou inúmeros programas e agora teremos que administrar mais esse problema”, disse Muni Lourenço
“A vazante foi fraca e inviabilizou inúmeros programas e agora teremos que administrar mais esse problema”, disse Muni Lourenço

Muni Lourenço afirmou que a federação esta a disposição da categoria e está encontrando alternativas para se chegar a um denominador comum, “O problema é serio na pecuária e na agricultura amazonense, mas a federação tem toda uma infraestrutura para atender os associados e por isso estamos colocando a disposição da categoria técnicos qualificados que possam ajudar os nosso companheiros, pois já vai começar outro problema que é o início da enchente. A vazante foi fraca e inviabilizou inúmeros programas e agora teremos que administrar mais esse problema”, disse Lourenço.

Juta e Malva

O presidente da Faea mostrou também preocupação com os produtores da Juta e Malva que também sofrem com o inicio da enchente, pois a indústria de sacaria ainda é forte no Amazonas e falta tecnologia para se cultivar as fibras em terra firme. Se a Embrapa ou outro órgão conseguissem uma solução para esse tipo de cultivo, o Amazonas iria ser um dos mais beneficiados.

Muni Lourenço acredita ainda que a Exposição Agropecuária possa ser realizada, já que a Expoagro como ficou conhecida se tornou um grande evento turístico e comercial do estado e era a grande vitrine para os pecuaristas a presentarem os seus produtos, Muni destaca a boa vontade do Secretario estadual da produção rural Waldenor Cardoso que esta procurando meios para realizar a feira expositora. (Kennedy Lyra)

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