Setembro Amarelo: psicólogos alertam para o aumento de casos de suicídio em Manaus

Psicólogas alertam para o aumento de casos de suicídio em Manaus, a maioria são jovens adolescentes e o local escolhido é a ponte Jornalista Phelippe Daou. Os Guardas Municipais que vigiam para que não aconteça o furto de cabos de energia se ocupam de desanimar da intenção de suicídio neste local e apontam a necessidade de aumentar o alambrado para segurança.

Segundo a psicóloga Elaine Pensador, a preocupação pelo aumento de casos de suicídio na capital amazonense levou um grupo de professionais a fazer vigília na Ponte que liga ao município de Iranduba. “São mulheres, adolescentes e pessoas em geral que tentam cometer suicídio nesta Ponte. Muitos são salvos pelos guardas responsáveis pela não retirada da fiação ali existente”, informa.

Falta de atenção e amor

“O estado depressivo dos jovens pode levar a ideação suicida e a concretização do ato. Por ser uma doença multifatorial, algumas situações são evidenciadas: falta de atenção, amor, diálogo, famílias desestruturadas, sentimento de desesperança e de inexistência, conflitos internos e externos. Depressão é uma doença muito séria e neste mês amarelo chamamos atenção dos governantes a tomar uma atitude para trabalhar na prevenção do suicídio”, salientou Elayne Pensador.

Segundo a psicóloga, a saúde pública não atende oportunamente estes casos. Os governantes podem realizar um trabalho de prevenção do suicídio realizando a contratação de profissionais da psicologia e psiquiatria e também aumentar o alambrado da ponte sobre o rio Negro.

“Amigos da Ponte-Vida”

Vários professionais da psicologia fazem parte do Projeto ‘Amigos da Ponte-Vida’. Segundo sua idealizadora, Keity Figueiredo, a importância do projeto na prevenção do suicídio e a valorização da vida pode ser constatado nas redes sociais. “Um grande número de pessoas perde o prazer de viver e cometem suicídio. O Projeto Amigos da Ponte-Vida surgiu para unir forças de um grupo de pessoas que se disponibilizaram a fazer plantão na ponte e dar um suporte emocional, acolhendo a dor do outro e apontando novas possibilidades de escolhas.”

Reportagem: Mercedes Guzmán

 

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