Servidores do AM entrarão em greve, a partir da próxima quinta

A decisão foi tomada, neste sábado (3), após assembleia gera, realizada na sede do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM). (Foto: Divulgação/Stephane Simões)

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp), composto pelas categorias de Educação, Segurança e Saúde Pública, decidiu, durante assembleia geral realizada, neste sábado (3), na sede do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), no bairro Petrópolis, zona sul da capital, que farão dois dias paralisação geral: próximas quinta (8) e sexta-feira (9).

As datas correspondem ao prazo de 72 horas, conforme exige a lei, após o protocolamento do documento de greve junto ao governo do Estado. Ainda durante a assembleia, ficou decidido que, na quinta, a partir das 7h, em frente a sede do governo do Estado, na Avenida Brasil, 513, bairro Compensa, zona oeste de Manaus, haverá a concentração dos servidores para a deflagração da greve.

Já às 9h, ainda da quinta-feira, iniciará um ato público no local. O Musp salientou, também, que caso o “governo continue intransigente”, será feita uma carreata, na sexta-feira, com horário e local de concentração a serem definidos posteriormente.

Para o secretário geral do Musp, Lambert Melo, a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE), que congela os aumentos salariais e promoções dos servidores, penaliza as categorias e os colocam como os “responsáveis pelos desmandos que acontecem no governo do Estado”.

“Nós queremos dizer que o governo poderia ter feito, primeiramente, o rompimento dos contratos milionários, que ele tem com empresas sem licitação, e a demissão de cargos comissionados, que eles multiplicaram do governo anterior para este. São coisas que, com certeza, reduziriam os gastos, mas o governo preferiu aplicar a penalidade nos trabalhadores”, disse.

Lambert acrescentou que, desde a paralisação de advertência, ocorrida no dia 24 de julho, as categorias tentaram negociar com o governador, mas ele se mostrou intransigente.

“Queremos pedir desculpas da sociedade amazonense por essa atitude, mas o culpado da realização dessa greve é o governador do Estado que, neste momento, está sendo irresponsável com a sociedade”, afirmou.

Os policiais militares, que estiveram na assembleia, indicaram que devem aderir a decisão do Musp e colocar em prática a falta coletiva como já havia sido anunciada, nesta quinta-feira (1º), pelo presidente da  Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa. A falta coletiva corresponde a ausência dos policiais nas Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) da capital, durante o período de 24 horas.

fonte: d24am

 

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