Regularização da Pesca Esportiva no rio Marié é discutida em São Gabriel da Cachoeira

Os indígenas acenaram positivamente pela regulamentação da pesca esportiva em 14 aldeias
Os indígenas acenaram positivamente pela regulamentação da pesca esportiva em 14 aldeias

A pesca esportiva está prestes a ser regulamentada nas terras indígenas do médio rio Negro (rio Marié e adjacências). Os primeiros estudos de impacto ambiental, sociocultural e econômico já foram realizados e a expectativa é de que a atividade beneficie aproximadamente 14 comunidades indígenas dos povos Baré, Tukano, Baniwa, Dessano e Piratapuia, que vivem na abrangência do rio.

Com o apoio logístico da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), por meio da câmara técnica “Sustentabilidade Econômica dos Povos Indígenas”, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), as lideranças dessas comunidades estiveram reunidas no período de 28 de outubro a 10 de novembro, na comunidade Tapuruquara-Mirim, localizada no município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus), para discutir o assunto. Todas tiveram acesso ao estudo do rio, que foi apresentado por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Após os esclarecimentos prévios e a consulta às comunidades (materializados em duas oficinas), além do debate acerca da criação de um plano de uso, os indígenas acenaram positivamente pela regulamentação da pesca esportiva nas aldeias de Bacabal, Ilha do Pinto, Irapajé, Castanheirinho, Vila Nova, São Pedro, Cajuri, Arurá, Livramento 2, Itapereira, Mafi, Nova Vida, Tapuriquara Mirim e Boa Esperança.

A pesca esportiva pode servir de alternativa econômica para as comunidades indígenas
A pesca esportiva pode servir de alternativa econômica para as comunidades indígenas

“De acordo com os primeiros estudos, ficou constatado que o rio é propício para a atividade”, informou a técnica do Departamento de Etnodesenvolvimento da Seind (Detno) que acompanhou toda a discussão, Rosa dos Anjos.

“A pesca esportiva pode servir de alternativa econômica para as comunidades indígenas”, ressaltou um dos coordenadores do Detno, Jurandir Tenharín

Ministério Público – A ação em São Gabriel da Cachoeira atende a uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) junto à Funai, com o objetivo de coibir novos conflitos, por conta da entrada de empresas nas áreas em questão, para explorar o turismo da pesca esportiva sem autorização dos próprios indígenas.

O processo de discussão envolve um grupo de trabalho que é composto por Ibama, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e Seind, com a coordenação da Funai, a assessoria do Instituto Socioambiental (ISA), o apoio da Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira (por meio da Assessoria de Assuntos Indígenas) e a participação da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN).

Fortalecimento – De olho no turismo e nos benefícios que ele pode trazer, os indígenas começam a se fortalecer enquanto organização para poder trabalhar com a pesca esportiva no rio Marié. No dia 15 de janeiro de 2014, eles estarão reunidos novamente, dessa vez em assembleia, para eleger a nova coordenação da ACIBRN.

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