Qualidade da água das embarcações no Porto de Manaus avança para Plano de Ação

Foto: Roberval Rocha/CMM
Foto: Roberval Rocha/CMM

A discussão a respeito da qualidade da água servida ao consumo nas embarcações na cidade de Manaus, realizada na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec/CMM), avançou para encaminhamentos importantes durante a 5ª reunião dos integrantes desse trabalho.

Ficou definido que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), junto com a Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e Manaus Ambiental irão fazer uma visita à administração do Porto de Manaus para verificar a questão dos pontos de distribuição de água potável e a possibilidade de adaptação desse sistema para que as embarcações de pequeno, médio e grande porte tenham acesso a essa água potável.

De acordo com o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da CMM, Álvaro Campelo (PP), além dessa ação, já está marcado para o mês de março, o início de uma campanha de divulgação e conscientização junto às embarcações e aos passageiros sobre a necessidade de oferecerem e tomarem água potável, com distribuição de hipoclorito e orientações importantes a respeito da qualidade da água.

Outra medida tomada entre os participantes da reunião é a de que a Marinha (Capitania dos Portos) participe das inspeções nas embarcações junto com os órgãos de vigilância sanitária e de defesa do consumidor. “Precisamos fazer com que as embarcações se adaptem e se adequem a esse novo momento”, disse Álvaro Campelo.

Os participantes da reunião definiram, também, a elaboração de um Plano de Ação a ser construído junto com todas as entidades para que as ações sejam realizadas de forma coordenada e que venham melhorar a qualidade da água fornecida aos passageiros.

Segundo relatório da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Vigiágua Manaus, 95% das embarcações fiscalizadas em Manaus não oferecem água de qualidade a passageiros e tripulantes, ocasionando um grande risco para a saúde de todos.

Água potável

O coordenador da Anvisa, Flávio Silva de Almeida, afirmou na reunião, que já foi comprovado que o Sistema Hidráulico do Porto de Manaus possui água de boa qualidade, mas está inacessível às embarcações por questões de infraestrutura. “Ali seria um ponto de partida, com custo mais baixo para as embarcações”, sugeriu.

A representante do Sindicato dos Armadores do Estado do Amazonas, Alcilene Monteiro, garantiu que a maior dificuldade dos donos da embarcação diz respeito ao Porto de Manaus, aos atracadouros. “Para nós, sem porto adequado fica complicado a embarcação estar hiperpreparada. Atracar onde, abastecer onde, jogar dejeto onde?”, questionou.

Segundo ela, as embarcações estão dispostas a fazer o melhor possível para oferecer o melhor serviço, mas é preciso o sistema de transporte viável economicamente e tecnicamente. “Por serem muitos os rios na região, há um descontrole, muitas embarcações param em muitos portos para abastecimento”, explicou.

Também participaram da reunião os representantes da Antaq, Luciano Moreira de Sousa Neto; da Anvisa, Oseas Reis da Costa; da Manaus Ambiental, Eidi Nishiwaki; Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Augusto Krucakovsky Junior; da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/AM, Flávio Emanoel do Espírito Santo Terceiro; da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), Sildomar Abtibol; da Semsa-Vigiágua, Jocilene Galúcio Barros; do Procon/Amazonas, Pedro Coelho; e da Ouvidoria e Procon/Manaus, Patrícia Silva de Lima.

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