Projeto piloto beneficia polo cerâmico amazonense

Apenas na obra da Avenida das Flores estão sendo extraídos cerca de 1.450m3 de lenha
Apenas na obra da Avenida das Flores estão sendo extraídos cerca de 1.450m3 de lenha

Os resíduos vegetais gerados nas obras públicas do Governo do Amazonas serão, a partir de agora, transformados em combustível nas olarias instaladas no Estado. A proposta foi desenhada através de um projeto piloto pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) que identificou a necessidade de um descarte sustentável a esse tipo de resíduo e, ao mesmo tempo, atender a escassez de combustível (lenha) nas olarias da região, evitando a extração ilegal desse material.

A primeira experiência do projeto acontece junto ao avanço das obras de expansão da Avenida das Torres, a Avenida das Flores, no km 1 da AM-010. Todo resíduo de supressão vegetal e sobras de madeira oriunda da abertura da avenida, que está em fase inicial de obras, será consumida nas olarias para a produção de tijolo. O acordo de aproveitamento desse material segue também para as obras de duplicação da rodovia AM-070, acesso da Cidade Universitária e obras da Cidade Universitária.

A alternativa, além de dar um “gás” ao polo oleiro amazonense que enfrenta dificuldades para encontrar o combustível legalmente, contempla a questão da sustentabilidade. “É uma oportunidade de reverter um cenário negativo em que as olarias estão passando por falta da madeira legalizada para alimentar suas fornalhas e ainda é uma solução para evitar o desperdício de resíduo vegetal (biomassa) nessas obras públicas”, avaliou o presidente do Ipaam, Ademir Stroski.

A alternativa, além de dar um “gás” ao polo oleiro amazonense, contempla a questão da sustentabilidade, avaliou o presidente do Ipaam, Ademir Stroski
A alternativa dá um “gás” ao polo oleiro amazonense e contempla a questão da sustentabilidade

Na prática, os órgãos estaduais – Ipaam, Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) e Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) – trabalham em parceria com a Associação dos Ceramistas do Estado do Amazonas (Aceram), entidade que recebe e faz a distribuição dos resíduos entre as empresas ceramistas, e com a Cooperativa Extrativista de Biomassa do Amazonas (Coopexbio/AM), entidade organizada dos trabalhadores, que fazem o beneficiamento dos resíduos vegetais e repassam para as olarias, os chamados lenheiros.

Na primeira fase do acordo selado entre o Estado e a iniciativa privada, na obra da Avenida das Flores, estão sendo extraídos cerca de 1.450m3 de lenha. Esse montante vai beneficiar cerca de 100 famílias de lenheiros que fazem o abastecimento do polo oleiro de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão.

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