Professores vão à CMM pedir que vereadores fiscalizem gastos do Fundeb

Da Redação – Nesta quarta-feira (27), vários professores realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM) reclamando transparência nos gastos do Fundeb e solicitaram aos vereadores fiscalizar os recursos gastos no ano de 2016. Alguns  parlamentares opinaram que o dialogo é a melhor forma para resolver qualquer dificuldade e o presidente desta casa legislativa recebeu a comitiva dos professores.

“Viemos solicitar que os vereadores fiscalizem os recursos gastos no ano 2016 do Fundeb (as obras de 109 milhões de reais) o pagamento e efeito em abono ou devolve os recursos ao governo federal, ate agora o Prefeito se recusa a devolver este dinheiro não gasto e queremos a fiscalização”, disse o professor da Semed, Jonas Araújo. Segundo ele, o Prefeito de Manaus tem se recusado a falar com os cinco mil professores que já estiveram nos dias anteriores em frente à Prefeitura.

Uma carta dos professores foi entregue ao Presidente da CMM, onde foi solicitado dos vereadores que sejam tomadas as providencias para o trato desrespeitoso por parte das autoridades da Prefeitura de Manaus no dia 12.  Esclarecem que o movimento é fruto de um processo de indignação quanto ao uso do Fundeb, que carece de transparência. Afirma ainda o desejo da categoria de saber como, quanto, onde e quando esse recurso foi aplicado na forma da lei. Acreditam que estes recursos não foram aplicados e poderiam ser repassados em forma de bônus aos profissionais da educação, com isonomia.

Na oportunidade o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), falou a respeito do assunto. “Eu não sou a favor de primeiro protestar e depois negociar. Vamos dialogar. Nós aqui na CMM sempre estamos de portas abertas para receber todas as categoria. Soube que o Tribunal de Contas irá investigar estes recursos, uma coisa que esta no portal.  Vejo como uma questão política. Eu vejo muito ex-candidato colocar os indicadores para baixo e não beneficia ninguém. Tem categorias que sentaram com o Prefeito, vários sindicatos e chegaram a um acordo. Quem reúne com o Prefeito é Sindicato e eles representam a um setor dos professores e referente à fiscalização é bom esclarecer que são recursos federais, mas eu defendo a transparência de qualquer recurso público”, disse.

Por sua vez, a vereadora Terezinha Ruiz (DEM) diz esperar, assim como os professores, que o reajuste da data-base e o reenquadramento dos professores sejam todos regularizados. “É de direito que este educador receba atualizado, como ouvimos este mês por meio da Semed. Esta casa [CMM] sempre estará aberta ao diálogo e à conversa, pois sabemos que é dessa forma, com um entendimento ordeiro, que encontramos soluções possíveis e chegamos a um consenso”, destacou.

O vereador Chico Preto (PMN) pontua a defesa da manifestação dos professores na rede municipal como uma luta legitima e necessária. “Eu defendo sem restrições a transparência e concordo em pedir à prefeitura de Manaus a demonstração como os recursos do Fundeb foram e em que aplicados. Não é crime, não é afronta, não é desrespeito a prática da transparência. Essa prática precisa ser exercida. O discurso da transparência tem que tomar corpo. A questão do Fundeb é um bom momento que a prefeitura possa verdadeiramente ter concretude”, frisou o parlamentar.

O vereador Plínio Valério (PSDB) disse ser necessária uma transparência nos gastos públicos e os professores estão no seu direito de exigir e que o bônus que eles demandam deveria ser aprovado, pois por conta da crise atual, eles precisam para gastar neles próprios.

Mercedes Guzmán

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