Professores fazem protesto e são recebidos pelo vice-governador

Sob sol forte, categoria se reuniu com cartazes em frente à sede do governo, na Zona Oeste de Manaus. Professores querem reajuste de 15% e Seduc propõe 3,98%. (Foto: Júnior Matos)

Com cartazes e gritos de ordem, os professores da rede pública se reuniram em frente à sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste de Manaus, na tarde desta terça-feira (2). A categoria reivindica o reajuste salarial de 15%. O governo estadual propõe 3, 98%, mas os professores recusaram a oferta em assembleia.

Um grupo de cinco professores está sendo recebido neste momento pelo vice-governador, Carlos Almeida. De acordo com a presidente do Siteam, Ana Cristina, cerca de 58 escolas paralisaram totalmente as atividades hoje. Outras 100 escolas pararam parcialmente.

“Amanhã está previsto o retorno das aulas nessas unidades, mas se o governo insistir em não atender as nossas reinvindicações, realizaremos nova assembléia e a realização de uma nova greve não está descartada”, ressaltou.

De acordo com levantamento do Sinteam, professores de pelo menos 17 municípios do Amazonas paralisaram as atividades nas escolas.

A professora Juciléa Machado, que dá aulas desde 1993, segurava um cartaz debaixo de um sol escaldante enquanto dizia que mesmo após tantos anos em sala de aula muitos são os desafios para o professor da rede pública.

“Essa proposta é uma migalha. Nossa categoria passou quatro anos sem reajuste. A luta é grande. Damos aulas em salas superlotadas. Um absurdo, pois isso é extremamente prejudicial no processo de ensino aprendizagem dos alunos”, disse ela, que dá aulas na Escola Estadual Lenina Ferraro da Silva, na Cidade Nova, Zona Norte.

Na tarde da última segunda-feira aconteceu a quarta rodada de negociação entre Sinteam e Seduc, em que o governo acenou positivamente para as progressões horizontais (por titularidade), não respeitadas desde 2013, com um adicional de 12% a 50% para mais de 2 mil servidores; progressões verticais (por tempo de serviço), com um ganho real adicional de 2% para cerca de 21 mil profissionais, segundo a pasta; adequação da hora de trabalho pedagógico (HTP); vale-transporte para todos os profissionais sem o desconto de 6% na folha salarial; auxílio-alimentação (por turno) e auxílio-localidade; melhoria no atendimento do plano de saúde Hapvida; plano de saúde aos professores do interior, além do incremento das condições de segurança e de infraestrutura nas escolas.

Sobre o percentual de reajuste salarial, o secretário da Seduc, Luiz Castro, afirmou que há um impedimento legal por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal em conceder valor maior que a inflação do período de 2018/2019, e manteve a proposta de 3,93% de reajuste.

fonte: acrítica

 

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