Prefeitura vai redirecionar e financiar donos de lanches demolidos na Praça do Relógio

Apenas dois lanches eram tocados por seus verdadeiros donos, esclareceu Artur Neto
Apenas dois lanches eram tocados por seus verdadeiros donos, esclareceu Artur Neto

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, anunciou que os proprietários de lanches demolidos no entorno do relógio, mas apenas aqueles que realmente trabalhavam na atividade fim, terão apoio da prefeitura para retomar seus negócios em local privilegiado e com financiamento nos mesmos moldes que será dado aos vendedores ambulantes do Centro.

No último sábado, 10, como parte das ações de revitalização do Centro e após decisão judicial, a Prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Planjamento Urbano (Implurb) fez a retirada de oito lanches que funcionavam em duas edificações construídas irregularmente no entorno da Praça do Relógio, e que foram demolidas. Segundo o prefeito, dos oito estabelecimentos apenas dois eram administrados por seus proprietários e os demais eram sublocados.

“Nós percebemos quem realmente trabalhava sério e constatamos que apenas dois lanches eram tocados por seus verdadeiros donos. Esses serão muito bem tratados por nós. Vamos ajudar a financiar a mudança de vida deles e colocá-los em local privilegiado”, esclareceu.

Os proprietários dos lanches terão os mesmos privilégios dos ambulantes do Centro
Os proprietários dos lanches terão os mesmos privilégios dos ambulantes do Centro

O prefeito disse ainda que está analisando uma forma, dentro da legalidade, de apoiar as pessoas que exploradas por aqueles que sublocavam os estabelecimentos e não ofereciam garantias trabalhistas aos empregados. Ele estuda a possibilidade de incluí-los no programa de financiamento do Fundo Municipal de Fomento a Micro e Pequena Empresa (Fumipec).

“Os donos passavam para terceiros que contratavam funcionários sem carteira assinada. No final do mês, eles – os proprietários – faturavam em torno de R$ 3 mil, sem fazer nada, gerando uma situação injusta com a prefeitura e com as pessoas que trabalhavam com eles em regime de exploração”, indignou-se o prefeito.

O prefeito disse ainda ser inadmissível que em um espaço que abriga uma das maiores relíquias históricas de Manaus, houvesse tamanha bagunça. “Chegou a um ponto que não cabia mais aquele tipo de coisa ali, uma desordem, aquele forrozão que entrava pela noite e tudo isso perto da igreja da Matriz. Vamos mudar essa realidade”, garantiu.

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