Prefeitura realiza mutirão de dermatologia como atividade do Janeiro Roxo

Exames de pele e consultas dermatológicas foram as principais atividades do mutirão de saúde, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Fundação Alfredo da Matta, na manhã deste sábado, 27/1, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus. O mutirão faz parte das atividades do Janeiro Roxo, mês dedicado à luta contra a hanseníase e complementa os serviços de intensificação do diagnóstico, tratamento e orientações sobre a doença, que vêm sendo realizados desde o início do mês nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). 

Os atendimentos à população foram feitos na Escola Estadual Gilberto Mestrinho e tiveram início às 8h, com apoio do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). 

Foram oferecidas 800 vagas de atendimento, das quais 400 para os que já estavam inscritos no Sistema de Regulação de exames e consultas (Sisreg) e as demais para os interessados em fazer o primeiro exame de pele ou testes rápidos para HIV e sífilis, que também foram ofertados pelo mutirão. O total de pessoas atendidas, entre adultos e crianças, será contabilizado na próxima segunda-feira pela equipe técnica de coordenação do evento. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, foram mobilizados mais de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e técnicos para realizar os exames de pele, as consultas e o trabalho de educação em saúde. O secretário explicou que o objetivo do mutirão foi identificar casos de hanseníase e outras enfermidades que apresentam sinais na pele, reforçando a orientação quanto a medidas de prevenção e identificação desses sinais. “Sabemos que quanto mais cedo for feito o diagnóstico e mais rápido for iniciado o tratamento, mais rápida é a cura”, lembra.

Magaldi acrescenta que todas as unidades da rede de atenção primária da Prefeitura de Manaus estão preparadas para fazer a triagem dos pacientes com suspeita de hanseníase e que unidades de atendimento referencial oferecem o tratamento e fazem o acompanhamento dos casos confirmados. 

A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase, Eunice Jacome, destaca que, apesar de significativa redução nos últimos anos, a hanseníase ainda é um importante problema de saúde pública no Brasil. “No Amazonas, a incidência caiu de 44,3 casos por 100 mil habitantes, no ano 2000, para 10,98 casos por 100 mil em 2017, mas a luta contra a doença é contínua, envolvendo orientação e atendimento de qualidade”, informou. 

O mais recente Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Amazonas, elaborado pela Fundação Alfredo da Matta, que é unidade de referência em pesquisa e tratamento da doença, mostra que no ano passado foram confirmados 446 casos novos de hanseníase no estado, dos quais 126 detectados em Manaus. 

Eunice ressalta ainda que a hanseníase é uma das doenças mais carregadas de estigma por força das deformações físicas causadas pela falta de tratamento, que só foi adotado pelo sistema de saúde há pouco mais de 30 anos, e pela exclusão social das pessoas afetadas pela doença. “Precisamos eliminar o preconceito que ainda existe e ampliar o conhecimento da população, lembrando sempre que a doença tem cura”, alertou.

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