Prédios com risco de desabamento e com moradores são interditados

Os prédios foram interditados e desocupados até passarem por reformas
Os prédios foram interditados e desocupados até passarem por reformas

Três imóveis com risco de desabamento e estruturas comprometidas têm sido alvo de operações da Prefeitura visando garantir a segurança e integridade do entorno e dos ocupantes dos endereços. O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) embargou nas últimas horas dois prédios localizados na avenida  7 de Setembro, 428 e 430, por ameaças à saúde pública e risco de desabar. A ação foi realizada com a Vigilância Sanitária (DVisa), Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasdh) e Secretaria do Centro (Semc).

O Departamento de Planejamento Urbano, por meio da Gerência de Engenharia, emitiu parecer sobre as condições de estabilidade da edificação interditada, que teve as vigas de madeira substituídas por perfis metálicos no interior, visando manter a estrutura interna de pé. Mas com a troca de estrutura, a parte frontal ficou completamente solta, sem apoio e a parede arqueou para frente. Além disso, há uma enorme trinca vertical na fachada, provocada pela falta de amarração.

Segundo o parecer, há possibilidade de restauração do imóvel, mas a recomendação é de que enquanto os danos não forem reparados e a parede devidamente escorada, que o prédio continue interditado e desocupado, para proteger a integridade de pessoas, moradores e da via pública.

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O proprietário, identificado como Júlio Fernandes Bastos, foi notificado a providenciar imediatamente o reparo da estrutura do prédio, por oferecer risco, além de fazer a adequação da calçada. O endereço já sofreu duas interdições do Implurb, uma no dia 23 de agosto e outra no dia 28, inclusive com a orientação de se proibir a circulação de pessoas na edificação.

OPERAÇÃO – Outro endereço que oferece perigo iminente de desabamento é um edifício de cinco pavimentos localizado na rua Japurá, esquina com a rua Apurinã, 762, Centro, invadido por moradores. Desde julho a fiscalização do Implurb realiza ações fiscais no endereço, a fim de notificar o proprietário, e promove trabalho conjunto para retirar famílias que moram no local. O caso partiu de processo da Defensoria Pública do Estado do Amazonas.

Segundo vistoria realizada pela Gerência de Engenharia, ficou constatado que a obra encontra-se abandonada há tempo, e dezenas de família ocupam o lugar, em meio a estruturas inacabadas em um ambiente insalubre, com esgoto a céu aberto e situações degradantes.

Trata-se de obra inacabada, com infiltrações generalizadas, com ferragens em oxidação, o que coloca a estrutura em risco de desabamento, uma vez que o esqueleto de concreto armado está exposto. A Assessoria Jurídica do Implurb recomenda, além da interdição, uma operação conjunta dos órgãos associados (Semc, Semasdh, Defesa Civil) para atuar na desocupação do prédio, em razão do perigo que a construção oferece à coletividade. A operação será marcada nos próximos dias.

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