População usa creolina para desinfetar a corrupção na Câmara de Iranduba

(Foto: Mercedes Guzmán)

Nesta terça-feira, 20 moradores do município de Iranduba usaram creolina para lavar as escadarias e da Câmara Municipal de Iranduba em um ato simbólico para acabar com a corrupção. Segundo os organizadores da manifestação, espera-se desta vez tirar a sujeira e o fedor da corrupção e as coisas ruins que se instalaram naquela Casa Legislativa.

A sessão do plenário da câmera municipal começou às 10h quando os parlamentares chegaram aos poucos sem disposição para falar com a imprensa.

“Não esqueçam que em 2015 populares foram à Câmara de Vereadores daquele município e lavaram as escadarias. Tudo na tentativa de chamar atenção do Ministerio Público. Agora parece que a bandalheira com dinheiro público se acentuou. Temos dois vereadores presos acusados de fazer parte de uma quadrilha que delapidava o erário publico”, disse Paulo Onofre.

Para muitos a distribuição de propinas naquele município corre solta. No passado, esta prática era chamada de “mensalinho”, onde todos os vereadores recebiam do ex-prefeito um salario extra para fazer vista grosso aos desmandos.

Iranduba em situação crítica

Para o líder comunitário e morador há 25 anos, José Antônio de Oliveira, o câncer crônico está instalado no município de Iranduba. “Entra e sai gestão e a população continua sofrendo. Não temos a quem recorrer. A situação só vai se agravando e tudo consequência da falta de punição dos que estiveram anteriormente. Falta tudo. Saúde, educação, infraestrutura. Ninguém do povo consegue falar com o Prefeito e os secretários são omissos e a situação só piora”, frisa José Antônio de Oliveira, líder comunitário e morador de Iranduba há 25 anos.

Ver. Efran Nicasio

Para o presidente da comissão de educação, vereador Efran Nicasio (PSB), a situação do município é complicada, “Foram apresentados 20 Projetos de Lei, destes dez foram aprovados. Conseguimos o reajuste salarial dos servidores (60%) e temos parcerias com o Ministério de Educação para continuar com obras iniciadas nas gestões anteriores. É complicado porque o censo do IBGE indica 46 mil habitantes no entanto há mais de 80 mil. Então os recursos são insuficientes e também porque deve-se às gestões anteriores por deixarem muita coisa sem esclarecer. Nosso maior problema é na educação, pois temos 69 escolas, a maioria na área rural com diversas dificuldades”, disse.

Reportagem: Mercedes Guzmán

 

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