Polo de Manaus receberá R$ 1 bilhão para execução de projetos

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O senador Alfredo Nascimento recebeu com entusiasmo as ações anunciadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, na reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Conselho autorizou a destinação de mais de 1 bilhão de dólares em investimentos no Polo Industrial de Manaus (PIM). Nascimento destaca ainda a importância de ampliar os investimentos para a ZFM como fonte do crescimento econômico sustentável do estado Amazonas.

“Por mais de quatro décadas a Zona Franca de Manaus é sinônimo de desenvolvimento do Amazonas, portanto, precisa de investimentos robustos, como o que foi anunciado na última reunião da Suframa, para criar novas oportunidades de emprego. Quanto mais recursos, mais atrativa se torna a ZFM, o que inibe a exploração dos recursos naturais da floresta amazônica, garantindo trabalho e renda a população e a preservação do patrimônio de todos os brasileiros: a floresta amazônica”, frisa nascimento.

Segundo a Suframa, o aporte será aplicado na execução de 59 projetos industriais que deverão gerar quase dois mil postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus nos próximos três anos.

Dentre os projetos aprovados na reunião presidida pelo ministro, o principal foi a implantação de uma empresa que fabricará produtos farmacêuticos. Serão investidos US$ 197 milhões, com previsão de geração de 461 empregos. Destaca-se também, a implantação de uma indústria de condicionadores de ar, ao custo de US$ 115,5 milhões, com estimativa de 754 empregos a serem gerados nos próximos anos. No segmento de tablets, está previsto ainda a implantação de uma multinacional japonesa, que aplicará US$ 18,4 milhões, com geração em torno de 80 postos de trabalho.

Para o senador, há outros desafios que precisam ser superados, como a mão de obra qualificada e a infraestrutura logística, para manter a ZFM como referência de modelo de desenvolvimento sustentável da região.

“Falo da melhoria da infraestrutura local e da mão de obra qualificada. Os modais de transporte utilizado pelas empresas da ZFM são considerados os mais onerosos do Brasil. O transporte aéreo não suporta mais a crescente demanda”, destacou.

Segundo ele, o sistema rodoviário da região amazônica não tem interligação com o resto do país, e no caso do transporte fluvial sua sazonalidade é outro entrave. “Mas é preciso fazer mais. É necessário criar um ambiente que propicie a inovação e o avanço tecnológico. Com estes pilares bem estruturados, a ZFM ganhará equilíbrio para concorrer com os grandes centros produtivos do país de forma mais competitiva”, comenta.

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