POLÍTICA E CARNAVAL: A DISPUTA ELEITORAL NO AMAZONAS

Fevereiro é carnaval, quando nossa gente empoderada vem pras ruas subverter a ordem moral e política brincando de ser rei ou rainha nas Escolas de Samba ou explodindo de alegria nos blocos de ruas, passando o rodo nos políticos safados e finalmente rindo de si mesmo talvez por não acreditar na mudança e por se achar amarrada aos vícios da miséria, que embota a consciência e embrutece também a todos pelo imediatismo do presente castrando sonho e esperança. Antes das Escolas e Bandas ganharem as ruas, entra em cena o bloco dos políticos, fantasiados de paletó, sambando na oposição às vezes pulando pra situação com servilismo e mutretagem participando da Ala: “Do quanto ganho nisto” sob a mira da Lava Jato. Com esta conduta a maioria transforma o Poder Legislativo num “puxadinho do executivo” caindo na farra da corrupção, em conluio com poderosas corporações que visam aparelhar o Estado para fins particulares, aumentando mais ainda a dor da desigualdade que além de excluir socialmente também mata pela ausência de trabalho e pão.

CENÁRIO ELEITORAL: Para alguns políticos 2017 pode significar fim da linha se não souber ler e compreender as forças políticas que se movem em torno de determinados atores e projetos. O fato é que todos – parlamentares e governo – estão azeitando a máquina em direção a 2018, quando teremos eleições para Presidente da República, Governo e Senado (majoritárias); Deputado Estadual e Federal (proporcionais). Em tese, todos estão de olho na chapa para Presidente e Governo do Estado, examinando como vai se dá esta composição tanto no Planalto como no Amazonas, enquanto isto, os analistas focam seus holofotes para o resultado das eleições da mesa do Senado e da Câmara Federal tentando mensurar as forças dos partidos e a formação do arco de aliança com ressonância nas disputas regionais. Por aqui, o Governo Melo (PROS) vem reordenando a máquina com aval do Amazonino (PDT), Omar (PSD) Pauderney (DEM), possivelmente fazendo palanque pra Michel Temer (PMDB), candidato a Presidência da República. A trinca está formada com Omar pra governo, Melo e Pauderney para o Senado. Em outra Ala, na cadencia do samba desfila o Prefeito Arthur Neto (PSDB) aliançado com o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que vem pulando que nem sapo, sabendo que se sair pro Senado praticamente estará eleito, pro Governo, o embate será titânico considerando a força da trinca política capitaneada pelo Governador Melo, correndo o risco do ostracismo. Arthur Neto pode trabalhar na ambiguidade, de olho no Senado e no Governo trazendo Eduardo Braga pro tatame até os últimos segundos, quando os acordos serão firmados assegurando apoio da máquina para sua candidatura ao Senado. Arthur e Eduardo estarão em palanques diferentes para a Presidência da República. Possivelmente, Eduardo Braga, não saindo candidato ao Senado, pode indicar outro nome pra enfrentar o Melo e Pauderney e este pode ser Alfredo Nascimento (PR) ou Silas Câmara (PRB). Mas, a solução pode ser caseira apoiando sua própria mulher Sandra Braga (PMDB) para o Senado, deixando Arthur Neto no paredão. O fato é que a “síndrome do vice” persegue tanto Arthur Neto como o Governador Melo. Por sua vez, a Lava Jato e “Maus Caminhos” perseguem a todos nos remetendo para as incertezas liquidas da política.

E A OPOSIÇÃO: É certo que terá candidato a Presidência da Republica, mas não terá nome de peso para o Governo do Amazonas. Possivelmente Vanessa Grazziotin (PC do B), não tenha densidade eleitoral para se reeleger ao Senado vindo a concorrer a Câmara Federal para garantir um mandato se o povo lhe permitir. Mas, antes do bota fora anunciado uma de suas últimas cartadas será a eleição para a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas na tentativa de reduzir a UFAM em curral eleitoral do PC do B.

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