Pesquisas, índices e estratégias

Carlos Santiago

Os resultados das recentes pesquisas eleitorais, publicadas na última semana, sobre a futura eleição municipal de 2020, para o cargo de prefeito de Manaus, indicam que o eleitorado continua buscando novas lideranças políticas; que persiste uma forte rejeição ao gestor da capital amazonense e aos caciques partidários; que há números expressivos de candidatura e que há necessidade de mudanças nas estratégias de comunicação de alguns postulantes.

O instituto de pesquisa de opinião iMarketing divulgou, no último dia 20, estudos realizados com eleitores de Manaus, com dados coletados entre os dias 14 e 19 de março que visavam saber a opinião do eleitor para prefeito em 2020. A pesquisa, com perguntas estimuladas e lista de nomes, revelou o seguinte: David Almeida (PSB), 23,3%; José Ricardo (PT), 16,3%; Marcos Rotta (sem partido), 9,5%; Marcelo Ramos (PR), 8,4%; Rebecca Garcia (PP), 8,2%; Luiz Castro (REDE), 6,1%; Delegado Péricles (PSL), 3,9%; Chico Preto (PMN), 2,8%; Wilker Barreto (PHS), 2,2%.

Quando o Instituto questionou os entrevistados sobre qual seria a sua 2ª opção de voto, caso a 1ª opção não disputasse o pleito, o resultado foi: David Almeida (36,7%), José Ricardo (28,2%), Marcelo Ramos (19,7%), Marcos Rotta (16,6%). Sobre a opção de escolher um nome “novo” versus um nome experiente, as respostas foram: 50,6% querem um “nome novo”, 34,1% desejam um nome com experiência administrativa, e 15,3%, não responderam.

No último dia 22, o Instituto de Pesquisa Pontual tornou pública uma pesquisa sobre impressões do eleitorado de Manaus com relação ao cargo de prefeito de 2020, com a seguinte preferência: David Almeida, 21,5%; José Ricardo, 12,7%; Marcelo Ramos e Marcos Rotta, 7,1%; Luiz Castro, 6,6%; Delegado Pablo, 4,5%; Bosco Saraiva, 2,8%; Chico Preto 2,4%. Quando a pesquisa questionou a 2ª opção do eleitorado, temos os seguintes resultados: José Ricardo, 11,7%; David Almeida, 10,4%; Marcelo Ramos, 7,4%.
Segundo a pesquisa, possíveis nomes apoiados por caciques ou atuais gestores teriam altos índices de rejeições: 72,8% da amostra não votaria no candidato indicado por Omar Aziz; 71,5%, não escolheriam o candidato apoiado por Arthur Neto; 74,8%, não votariam no candidato de Eduardo Braga; e 49,3%, não escolheriam o indicado por Wilson Lima. A pesquisa apontou ainda que 46,2% dos entrevistados votariam no candidato apoiado por Bolsonaro, e 45,9%, não.

Diante dos índices das duas pesquisas publicadas, podemos indicar: a) os nomes mais bem posicionados nas pesquisas participaram das últimas eleições majoritárias; b) os eleitores continuam apostando na renovação. Por isso, rejeitam antigos caciques políticos e podendo derivar daí o surgimento de um novo fenômeno eleitoral; c) o desgaste do atual prefeito e de políticos fez crescer o número de “candidatos”; e) a eleição não indica uma influência grande da política nacional, o que leva a confrontos expressivos entre determinados postulantes e o atual gestor da cidade sobre os problemas de Manaus.

*Carlos Santiago – Sociólogo, Analista político e Advogado.

 

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