Os 50 anos do Golpe Militar

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Quando o Golpe Militar ocorreu no país, em 1964, eu ainda nem era nascido, mas sei da dimensão que esse regime acometeu. Meu avó, o senador Arthur Filho, teve seu mandato cassado em Brasília. Além dele, muitos outros grandes políticos brasileiros, como Juscelino Kubitschek, Aarão Steinbruch, João Abraão Sobrinho, Mário de Sousa Martins, Pedro Ludovico Teixeira, Wilson de Queirós Campos e Marcello Alencar, também foram cassados.

No Amazonas, o deputado estadual da época, Arlindo Porto, também perdeu o mandato. A ditadura militar brasileira foi o regime autoritário, militar e nacionalista que se instalou no governo do país entre 1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985. A implantação da ditadura começou com um golpe de Estado em 1964, quando as Forças Armadas do Brasil derrubaram o governo do presidente eleito democraticamente João Goulart. Terminou quando José Sarney assumiu o cargo de presidente e o país foi redemocratizado, dando início à Nova República.

Na próxima terça-feira completamos 50 anos deste golpe militar no país. E mesmo que muitos não tenham vivido esse tempo, o fato faz parte da nossa história. Recuperar esse conhecimento é sempre importante. Os jovens, sobretudo, precisam saber mais sobre  aqueles anos, para que esse conhecimento se reverta em um lado cívico importante para suas vidas.

No ano passado, quase meio século depois, a Câmara reconheceu o seu erro e devolveu simbolicamente o mandato de senador ao parlamentar Arthur Virgílio Filho. Não só a ele, mas como também a outros políticos que viveram essa repressão. Mesmo meu avô não estando presente fisicamente entre nós, meu pai o representou no Congresso Nacional e foi como se um pedaço da história da nossa família e da cultura política do país estivesse se refazendo ali.

Também no ano passado, pude refazer um pedaço desta história aqui no Amazonas. Propus na Assembleia Legislativa do Amazonas que fosse devolvido simbolicamente o mandato ao ex-deputado Arlindo Porto. Ele pertence a uma época de ouro da política amazonense, ao lado de ex-parlamentares como Abdala Sahdo, Bernardo Cabral, Josué Cláudio de Souza e Almino Afonso. Foi uma homenagem mais que justa. Arlindo foi cassado de forma irregular, e por mais que nada apague o que ele viveu, não poderia deixar de prestar esse reconhecimento a ele. Aprendi que quem não sabe respeitar os seus antepassados, não sabe valorizar a história.

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