O QUE DIZER DO DEBATE AÉCIO E DILMA

ademir-ramos_500x333O encanto da Democracia está no domínio da informação, na transparência dos atos e, sobretudo, no controle que as forças populares devam ter sobre os agentes públicos que operam a maquina do Estado. O debate promovido pela BAND, na terça-feira (14), conseguiu seduzir o eleitor dando a emissora um grande índice de audiência nacional. Em tela, a discussão durou 1h20, possibilitando ao telespectador, acredito eu compreender melhor as visões em confronto.

dilma

Dilma, na retranca, passa a impressão de que o Brasil começou com LuLa, bem no estilo “nunca antes” movido muito mais pela estreiteza ideológica do que pelos valores Republicanos. O posicionamento eventual da candidata patina na história, quando é para se falar do planejamento das políticas públicas e programas sociais.

O caso exemplar é o “Bolsa Família”, que tem em sua estrutura orgânica o DNA do governo Fernando Henrique Cardoso, como bem destacou Aécio em sua falação, merecendo da candidata petista a imediatamente contestação.

Esta disputa não pode e não deve ser reduzida a questiúncula provinciana “de quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha.” É necessário que se tenha uma visão dialética do processo e não uma leitura tópica do Brasil. E nestes termos Aécio Neves respondeu com mais competência e habilidade, por sinal, a sua fala me pareceu muito técnica, faltando por parte dele apelo direto ao eleitor como fez a candidata do PT, que encerrou pedindo voto.

Contra os fatos não há resistência, vejamos: inflação, é fato inconteste, que está subindo a cada dia, ameaçando diretamente o ganho real dos trabalhadores e o investimento das empresas. Crescimento econômico zero, inviabilizando o processo e toda a cadeia produtiva. Pois, se não há investimento, a produção é nula e por consequência não há distribuição, o que ameaça a todos ricos e pobres, em particular as família que são beneficiadas pelo “Bolsa família”. Transparência nos bancos públicos tem sido uma das propostas de Aécio Neves, visto que, os bancos estão liberando recurso para os Programas do Governo Dilma, sem retorno imediato da União para cobrir os recursos destinado às políticas compensatórias tal como também se faz na Petrobras.

A corrupção e a impunidade também fez parte da agenda de discussão entre os candidatos, sobrando para Dilma explicar a derrama que a corrupção tem feito em seu governo. Embora, explique as legislações afins aprovadas, o desempenho do Ministério Público e da Polícia Federal, não satisfaz o eleitor, visto que toda está dinheirama vem nutrindo os cartolas do PT e seus aliados no sentido de assegurar a permanência do governo Dilma, e com efeito, perpetuar a derrama para a miséria e o sofrimento do nosso povo.

O confronto é necessário para se esclarecer o Brasil que queremos, não mais sob a tutela dos petistas, optando de forma responsável por outra política econômica que paute o Brasil no Fórum das Nações e garanta de forma soberana a qualidade de vida de nossa gente, criando as condições materiais para novos investimentos e o fortalecimento de uma política geradora de trabalho, emprego e renda centrada na educação como matriz de desenvolvimento.

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