O CACHORRO DO DUDU E A LUTA PELO DIREITO

Ademir-RamosPelas aparências, o cachorro do Dudu sofre mais que sovaco de aleijado. Parece com certos eleitores que apanham em todas as eleições e continuam votando naquele mesmo candidato que engana o povo, promete mundos e fundos e depois de eleito desaparece e quando volta sai perguntando: o fulano trouxe aquilo, o sicrano entregou a encomenda e o regatão deixou o rancho que eu mandei. A cantiga é a mesma e então para se limpar oferece uma ajudinha aqui, outra ali e continua a dominar o povo como se faz com um rebanho domado, que embora tosquiado continue servil ao seu senhor.
Esta relação é muito parecida com a metáfora do Senhor e do Escravo, quando analisamos a problemática da alienação estruturante do poder. O senhor, embora seja pedante, medonho e arrogante teme por sua vez perder o Escravo porque imagina que, embora possa comprar outro, bem como os seus votos, não sabe ele se pode confiar. O Escravo, por sua vez, teme a liberdade porque não sabe para onde vai e a quem vai servir. Nesta condição de alienados tanto o Senhor como o Escravo anulam-se e celebram, portanto, um pacto medíocre, fingindo um para o outro ser o que não são.

Neste contexto, a política ganha importância singular provocando fissuras nas relações de domínio, visando convocar o povo para reinventar o presente, rompendo com o pacto da mediocridade, com firme propósito de assegurar de forma coletiva, novas estruturas políticas centradas na autonomia, responsabilidade e participação. Para este processo é importante que novos pactos sejam feitos baseado em valores e princípios que orientem a todos para um fim socialmente justo e economicamente sustentável.

É neste momento de transição que o Amazonas vive nestas eleições. Governado por muitos anos por uma oligarquia estúpida e perversa, o povo adquiriu vícios e fantasmas que condicionam a sua própria existência, comprometendo o próprio futuro. Saiba que para romper com estas amarras é necessário investir em lideranças confiáveis, comprometidas com as causas populares no sentido de assegurar as conquistas, ampliando cada vez mais os benefícios de políticas públicas de qualidade, em atenção a nossa população.

Desta feita, deve-se cuidar tanto do corpo como da alma. Investindo no fortalecimento das organizações e movimentos populares, não mais como “rebanho tosquiado”, mas, como agente da história. Este processo é doloroso para ambas as partes fazendo ver que a luta pelo Direito é uma ação articulada mediada pelo diálogo pautado pela responsabilidade, transparência e participação.

cachorro

O Medonho que a todos aterrorizava, fora do poder de Estado e sem aval popular, não deixa de ser o xerimbabo do planalto a rastejar por cargos e favores. Como arrogante e prepotente que é não se dará por vencido e partirá para o submundo da política em Brasília, investindo como já está fazendo, em novos Petelecos para satisfazer o seu avantajado ego, provocando falsa alegria aos seus aduladores, até o povo proclamar nas urnas seu triste fim no mato sem cachorro, ‪#‎vazadudu‬ o povo do Amazonas não tem dono.

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