Mulher assassina e esquarteja filho de 9 anos com ajuda da amante

Rosana Auri da Silva Cândido e Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa foram presas em flagrante, (Foto: Michael Melo)

A cabeleireira Rosana Auri da Silva Candido, que assassinou o próprio filho, Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos, revelou os motivos para ter cometido o crime na noite dessa sexta-feira (31/05/2019). A mulher afirma que tanto o pai da criança, ex-namorado dela, quanto seu próprio pai, avô de Rhuan, a agrediram física e verbalmente há cerca de dois anos, por ela ter se convertido à religião evangélica. “Para mim, foi a solução. Seria hipocrisia minha dizer que não sabia o que estava fazendo, mas [matar o menino] foi a única coisa que passou na minha cabeça”, disse na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte, Brasília, DF), onde está detida.

A companheira de Rosana, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, 28 anos, acusou a namorada de ter planejado todo o crime e alegou que só a auxiliou porque foi pressionada. “Eu tinha me arrependido e ela ficou brigando comigo. Disse que ia fazer sozinha. Então, eu só auxiliei”, deu sua versão. “Antes de ela fazer isso, eu fiquei segurando o braço dela. Passamos 30 minutos ali. Fiquei perplexa, sem movimentar o corpo, e quando vi, ela já tinha dado a primeira facada”, detalhou.

Veja o que a mãe, Rosana Auri da Silva Candido, disse sobre o assassinato:

Kacyla Priscyla disse que se sentia ameaçada pela companheira, mas alegou arrependimento por ter compactuado com o crime. “Quando ela voltou, depois de jogar a mala [com partes do corpo da criança], chegou estranha, diferente. Perguntei: ‘Você quer se matar e me matar?’. Ela disse: ‘Não’, mas que não estava bem. Ali, eu já abri a porta e preparei os documentos, porque sabia que viríamos parar aqui [na delegacia]”, relatou.

Mais articulada que a companheira, Kacyla ainda afirmou que o menino não pediu por socorro ao receber as facadas. Ele teria dado “um pequeno grito” depois do primeiro golpe, então faleceu. “Ela [Rosana] não queria mais nenhuma ligação com a família paterna. Não queria devolver [a criança], nem dar para ninguém. Queria isso, se livrar dele”, disse.

Após matarem a criança, as duas esquartejaram o corpo e o colocaram em duas mochilas e algumas malas. (Foto: Michael Melo)

O assassinato teria acontecido enquanto o garoto dormia. Segundo o delegado-chefe adjunto da 26ª DP, Guilherme Sousa Melo, depois de matarem Rhuan com golpes de faca, as mulheres o teriam esquartejado e tentado queimar partes do corpo na churrasqueira da residência.

Para se desfazerem do cadáver, elas o teriam colocado em malas. No entanto, ao passarem em um campo de futebol, algumas pessoas teriam desconfiado da cena e chamado a polícia.

Veja depoimento da companheira da mãe, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa:

Os policiais encontraram as duas em casa com uma menina de 8 anos, filha de Kacyla. Os restos mortais de Rhuan foram localizados em dois endereços: no lote onde moravam, na QR 619, e na via pública da QR 425, em frente à creche Azulão. Parte do corpo estava em duas mochilas.

As duas suspeitas foram presas e estão na delegacia. Durante interrogatório, nenhuma teria demonstrado arrependimento. Elas supostamente admitiram não ter a guarda das crianças e haver fugido do Acre sem conhecimento dos respectivos pais. Para não chamar atenção, os filhos não iam à escola há cerca de dois anos.

De acordo com o Conselho Tutelar da cidade, a menina foi encaminhada a um abrigo.

fonte: metrópoles

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