Muita gente visita o Mercado Adolpho Lisboa no primeiro dia

Turistas e consumidores se misturam hoje no Mercadão centenário
Turistas e consumidores se misturam hoje no Mercadão centenário

No primeiro dia de funcionamento do Mercado Adolpho Lisboa, 25, entregue pelo aniversario de Manaus (344 anos) pode se observar muitos permissionários ainda arrumando os seus boxes com os produtos a serem oferecidos à venda, como artesanato, comestíveis, remédios caseiros, carne, peixes, verdura dentre outros. Enquanto isso, o local era visitado por grupos numerosos de turistas atraídos pela restauração da estrutura antiga.

Boa parte dos boxes ainda estão sendo equipados para seu funcionamento, mas o administrador do mercado, Clodoaldo Sevalho, garantiu que em poucos dias todo mercado estará em pleno funcionamento e explicou que os permissionários devem seguir normas da Dvisa para melhorar o atendimento aos clientes. “Os equipamentos que faltam ainda devem chegar até o sábado e domingo, quando todas as bancas devem estar em funcionamento”, afirmou.

Todo mundo está satisfeito, afirma José Wellington
Todo mundo está satisfeito, afirma José Wellington

Heraldo Barbosa, 59, vende artesanato, lembranças com matérias primas regionais como a madeira, destacando o trabalho do artista amazonense Alcântara. O permissionário vende  desde os nove anos de idade quando começou com o pai. Ele afirma estar muito satisfeito pela reforma do mercado Adolpho Lisboa que na opinião dele está parecendo um mini shopping, pois tem melhor acesso, os boxes estão em melhores condições e tem higiene no local. “Não tínhamos venda na feira temporária, onde passamos um tempo difícil. Agora irá melhorar sem duvida nenhuma”, salientou.

José Wellington é vendedor no local há mais de vinte anos e disse que “todo mundo está satisfeito tanto os permissionários quanto a população que nos visita”.  Explica ainda não estar tudo 100%  funcionando, pois é preciso ser resolvido, por exemplo, o problema da ventilação uma vez que o calor é intenso. O permissionário vende artesanato de madeira muirapiranga (madeira vermelha, pesada, com brilho moderado e ótimo acabamento) que é resultado do trabalho de muitos artesãos da região amazônica.

É como ter nascido de novo, declara Antonio Queiroz
É como ter nascido de novo, declara Antonio Queiroz

Outro permissionários é o senhor Antônio Queiroz que trabalha na venda de artesanato há vinte oito anos, tendo começado o ofício aos sete anos junto ao pai. Conta que antigamente havia mais feiras pela área, como a da farinha, os barcos atracavam bem próximo para a descarga do produto. Para ele estar de novo na estrutura reformada após tanto tempo “é como ter nascido de novo”. ///Mercedes Guzmán – Fotos: Áida Fernandes

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