Morre Doutor Carlos Mota, um vida dedicada às causas dos deficientes

(Imagem: Reprodução)

Antonio Carlos Gomes Mota, ou simplesmente Carlão – assim ele era chamado entre os íntimos – foi o primeiro Fisioterapeuta do Amazonas, tendo a vida acadêmica iniciada em Natal, no Rio Grande do Norte, e retornado à Manaus no início de 1985, onde começou a trabalhar, no início em clínicas especializadas e em seguida em hospitais da rede estadual, como o Doutor Fajardo e Adriano Jorge, sempre no setor de ortopedia. No mesmo ano, começou a atender de forma filantrópica deficiente físicos, principalmente cadeirantes, motivo pelo qual recebia críticas de colegas de profissão, mas o voluntariado sempre falou mais alto. Carlão nunca deixou de atender um deficiente.

Foi o pioneiro também em visitas domiciliar, procurando sempre orientar o deficiente e seus responsáveis para que buscassem os direitos que mereciam por lei. Nisso Dr Carlos Mota era radical, pois lutava pelos direitos da pessoa com deficiência. Foi o primeiro dirigente da Associação dos Deficientes do Amazonas (Adefa) a percorrer inúmeros municípios para instalar Associações ligadas a pessoa com deficiência. Foi assim em Maués, Itapuranga, Itacoatiara, dentre outros municípios.

Em Manaus exerceu inúmeros cargos na Adefa, além de ter participado da fundação das associações dos Deficiente Visuais, dos Surdos Mudos, dentre outros.

Infelizmente, Dr Carlos Mota não resistiu a luta contra o câncer e pereceu na última quarta-feira, deixando viúva Dona Nadja Mota e um casal de filhos, Ricardo Mota, 31 anos , e Renata Mota, 30 anos.

Perdeu a Adefa, perdeu Manaus e perdeu o Amazonas, um profissional dedicado de amor a fisioterapia e aos deficientes, ficou o legado de estudos e conquistas que estão a beneficiar centenas de famílias em todo o estado do Amazonas.

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