Moradores de Rio Preto da Eva encaminham denúncias à Comissão de Assuntos Municipais da Aleam

O deputado Tony Medeiros afirmou que as denúncias são sérias e precisam ser investigadas
O deputado Tony Medeiros afirmou que as denúncias são sérias e precisam ser investigadas

As recentes manifestações populares no município de Rio Preto da Eva, no interior do Amazonas, onde ônibus escolares foram queimados e a população chegou a interditar ruas e avenidas, foram alguns dos temas da reunião da Comissão de Assuntos Municipais ocorrida nesta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Amazonas.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Tony Medeiros e teve a participação dos deputados Luiz Castro e José Ricardo. O encontro também teve a presença de uma comissão formada por moradores de Rio Preto da Eva, que foi à Assembleia encaminhar aos parlamentares denúncias de irregularidades no município.

De acordo com o comerciante Adalto Lima, que há 30 anos mora em Rio Preto da Eva, o município sofre, desde o início do ano, de problemas nas áreas de Educação, Saúde, Transporte e Infra-estrutura. “Os problemas tem aumentado nos últimos meses, por isso estamos procurando apoio dos deputados”, afirmou Adalto.

Na área de Educação, por exemplo, os moradores reclamam que existem colégios sem aulas há mais de um mês. A interrupção das aulas acontece por causa da falta de transporte escolar, disse o agricultor Francisco dos Santos. Outro problema é o atraso no pagamento dos salários dos professores e a falta de merenda escolar.

No setor médico, os moradores reclamam que não existem remédios nos hospitais e postos de saúde. Outra reclamação é o atraso no pagamento dos salários dos médicos, o que estaria atrapalhando o atendimento à população, disse Adalto Lima.

O deputado Tony Medeiros afirmou que as denúncias são sérias e precisam ser investigadas com agilidade pelo Ministério Público Estadual e pelo Tribunal de Contas. “Estamos recebendo o relatório da comissão de moradores e iremos encaminhá-lo nesta semana aos órgãos para fiscalização”, explicou Tony.

Os moradores também reclamaram da falta de obras de infra-estrutura nas áreas urbana e rural de Rio Preto da Eva. Segundo Francisco dos Santos, a maioria dos ramais que servem para escoamento da produção rural está “intrafegável”. “Os buracos nas estradas e ramais não deixam os carros e caminhões passarem. O resultado é a produção rural encalhada nas hortas e canteiros de produção”, reclama o agricultor.

Além de encaminhar as denúncias ao MPE e ao Tribunal de Contas, os deputados Tony Medeiros, Luiz Castro e José Ricardo sugeriram que o Governo do Estado auxilie o município com a liberação de mais médicos. Outra sugestão é a realização de obras emergenciais de infra-estrutura e o envio de caminhões para o transporte da produção rural.

“O município tem autonomia, que é fiscalizada pela Câmara Municipal e pelo Poder Judiciário. Mesmo assim, estamos sugerindo ao Governo do Estado o apoio emergencial para Rio Preto da Eva”, propôs o deputado Luiz Castro.

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1 COMENTÁRIO

  1. EM ITAPIRANGA, O POVO É SOBERANO. O PREFEITO, APENAS UM SERVIDOR PÚBLICO!
    Nós não estamos querendo impedir o prefeito de trabalhar, muito pelo contrário, nós queremos é que ele trabalhe. E dê trabalho para quem quer trabalhar, realmente. Pois muitos funcionários só querem ter o status de funcionário da prefeitura. Eu, assim como muitos, graças a Deus, temos mais o que fazer. Mas, não adianta trabalhamos dignamente e uma parcela de funcionários públicos/servidores públicos não pagarem os seus salários. Eu desejaria que tudo estivesse bem na administração, pois eu teria mais tempo para ganhar dinheiro. Mas, não está! Os professores estão sem condições de trabalho. Como é que eles vão ministrar uma boa aula? Cadê o abono salarial da sobra do FUDEB? E mais, até hoje, tem pessoas que depois de três meses, está com o exame na mão e não conseguiu falar com um médico para fazer a leitura. Isso é brincadeira. Nós, o povo, somos soberanos. Estamos acima de prefeito, vereadores, deputados, etc. O prefeito é um servidor público, ou seja, quando ele não dá conta do cargo que exerce, não é necessário completar-se quatro anos de administração. Ele pode sair antes. Acontece, que essa administração do Nadiel vai completar cinco anos. O que ela fez pelo nosso município? Se aqui na cidade a situação está complicada, imagine na zona rural! Ano passado cheguei a constatar em algumas escolas, professoras quebrarem um lápis ao meio para repartir entre os alunos, pois a escola estava com deficiência de material. Vi picadinho de carne com osso dentro. Vi exames de urina da um resultado de ameba. Vi um prefeito que chegou em Itapiranga em um uno mile, sentado em uma frontier de 125 mil reais. Vi uma dinheirama deixada por varias empresa ser jogado no ralo. Vi a retro-escavadeira doado pelo Governo Federal fazer primeiramente o tanque de criação de peixes do prefeito. Vi carradas de tijolos serem distribuídas em época de eleição. Vi trÊs quebra-molas serem construídos para o alento dos itapiranguenses. Vi varias pessoas serem mutiladas no hospital por profissionais irresponsáveis. Vi o prefeito dizer ao governador que Itapiranga é um grande produtor de farinha e açai. Definitivamente, isso é inaceitável!

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