Ministério da Saúde e FMT treinam ONGs para o diagnóstico de HIV via oral

O exame fornece o resultado em 30 minutos
O exame fornece o resultado em 30 minutos
O exame fornece o resultado em 30 minutos

No período de 31 de março a 29 de abril, o Ministério da Saúde e a Coordenação Estadual do Amazonas de DST/Aids e Hepatites Virais, que é vinculada à Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), estarão realizando o treinamento de representantes de organizações não governamentais (ONGs) que têm entre suas atividades o combate à Aids, para a realização do teste rápido de fluido oral. A utilização desse novo teste começou a ser introduzida pelo Ministério da Saúde no ano passado, para o diagnóstico de HIV. A diretora-presidente da FMT, Graça Alecrim, explica que o treinamento será realizado em Manaus (com dois módulos) e também em Tabatinga e Parintins, devendo atingir inicialmente 120 representantes destas entidades.

Em Manaus, o primeiro módulo do treinamento começa na próxima terça-feira (31/04) e vai até 2 de abril. Em Parintins, a programação será realizada de 8 a 10 de abril. Em Tabatinga, de 14 a 16 de abril. A programação volta para Manaus, com um segundo módulo de treinamento, que vai de 27 a 29 de abril. “Esta é mais uma ação organizada como parte do acordo de cooperação técnica firmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e o Ministério da Saúde, no ano passado, para o fortalecimento da política de enfrentamento da Aids no Amazonas”, destacou Graça Alecrim.

De acordo com ela, além da parte prática relativa ao uso do teste rápido de fluido oral, o treinamento visa ampliar o conhecimento das ONGs sobre as diretrizes das políticas brasileiras voltadas para as infecções sexualmente transmissíveis, incluindo a Aids e as Hepatites Virais, aprimorando seu conhecimento, sobretudo, no que diz respeito às medidas de prevenção.

“Este trabalho, realizado de forma articulada entre os serviços de saúde e as ONGs, tem se mostrado bastante eficaz”, afirmou Graça Alecrim. Para ela, é uma estratégia que ajuda a aproximar os serviços de saúde das populações consideradas de maior risco para essas infecções, sobretudo o HIV, e que também auxilia no aprimoramento das políticas públicas voltadas para esta área. “Estas entidades têm muito a contribuir, com a experiência de seu trabalho de campo, na formulação e atualização das diretrizes de saúde”, destacou a diretora-presidente da FMT.

Triagem – A coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, infectologista Silvana Lima, informa que os kits para o teste de fluido oral começaram a ser disponibilizados pelo Ministério da Saúde no ano passado. Nesta fase inicial, ainda em quantidade que permite apenas a realização de atividades de abordagem específicas, com ênfase nas populações consideradas mais vulneráveis à infecção por HIV (homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas em situação de rua, usuários de droga, entre outros). No processo de expansão do uso do teste, entra agora a parceria com as ONGs, que prevê o apoio permanente das coordenações estadual e municipais da área. “O objetivo é que as ONGs, ao disponibilizarem o teste rápido entre seus pares, de forma sistemática, passem a auxiliar a rede de saúde na ampliação do acesso ao diagnóstico precoce para o imediato início do tratamento dos casos confirmado de infecção pelo HIV”, disse Silvana Lima. De acordo com ela, aos poucos, o teste passará a integrar a rotina dos serviços de saúde especializados em DST/Aids.

No caso do Amazonas, a Rede Amizade e Solidariedade foi definida pelo Ministério da Saúde para atuar como referência nesse trabalho, articulando-se com as demais organizações não governamentais para a disponibilização dos testes às populações vulneráveis ao HIV.

O teste de fluido oral (que colhe material na área da gengiva ou mucosa da bochecha) atua fazendo a detecção de anticorpos contra o HIV. O exame fornece o resultado que pode ser analisado a olho nu, em até 30 minutos, e pode ser executado de forma simplificada em qualquer local, não necessitando de infraestrutura laboratorial. “O resultado do teste funciona como uma triagem e os casos que derem positivo para a presença de anticorpos do HIV serão encaminhados ao serviço de saúde para a realização dos demais procedimentos de confirmação diagnóstica e inicio do tratamento”, frisou a médica. Ela destaca que não existe vírus no fluido oral, apenas o anticorpo. Por isso, o beijo não transmite a Aids.

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