Médicos do Grupo ASAS alertam para o aumento de casos de sífilis em Manaus

Neste sábado, 28/9, na Escola Municipal São Vicente de Paula, localizada na Rua 1º de junho, bairro Compensa II, zona Oeste, o projeto de Amigos da Saúde em Ação Solidária (ASAS) realizou uma ação social. Foram disponibilizados atendimento médico, clínico geral, fonoaudiologia, odontologia, oftalmologia, psicologia, fisioterapia, entre outros. Na oportunidade, os professionais da saúde fizeram um alerta sobre o aumento de casos de sífilis na capital amazonense e falaram da importância de usar preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo a acadêmica de Enfermagem da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Mauriane Rodrigues Soares, houve aplicação de flúor, aferição de pressão e teste de glicemia. “Somos parte do programa multidisciplinar da UEA e o que temos visto é glicemia elevada na maioria dos casos, orientamos procurar um médico, bons hábitos alimentares, evitar carbo-hidratos como pão e massas, também vemos muitos casos de pressão alta que podem resultar em AVC ou infartos”, salientou.

Na oportunidade, o fundador do projeto ASAS, Dr. Israelson Taveira, disse que o projeto está trabalhando na conscientização para prevenir doenças sexualmente transmissíveis como AIDS, sifilis, gonorréia, entre outras. “Temos sido informados do aumento de casos de sífilis e que podem ser evitados com o uso do preservativo”, destacou.

Dr. Israelson Taveira

O técnico optometrista, Tarzicio Meira, que participou da ação social explicou que foi disponibilizado exame de vista gratuito e compra de óculos em parcelas e sem burocracia. “A maioria das pessoas apresentam dificuldades referentes a visão pra longe e também piterismo ou carne no olho”, salientou.

Moradores da Compensa reclamam de segurança

Segundo o Pastor do Ministério Apostólico Yaveh Shammh, Marcos Olevaro, a demanda da comunidade da Compensa é de atendimento médico em vária especialistas e numa ação social é possível oferecer isso graças ao projeto ASAS. “Eu moro há 30 anos na Compensa e atualmente a grande preocupação dos moradores diz respeito a falta de segurança. Parecemos uma comunidade discriminada e abandonada pelas autoridades no que se refere à saúde e segurança. A comunidade da Compensa surgiu há 40 anos decorrente de invasões. Por isso é toda desorganizada, pois não houve planejamento. Aqui acontecem crimes quase diariamente”, finaliza

*Mercedes Guzmán

 

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