Médicos cubanos que atuavam no Norte embarcam hoje à noite

Volta para Cuba ocorre após governo do país decidir sair do 'Mais Médicos' - Foto: Foto: Jamile Alves/G1

Médicos cubanos que atuavam em todos os estados da região Norte do Brasil devem embarcar para Cuba na noite desta sexta-feira (23), no Aeroporto Internacional de Manaus. Ao todo, são 200 médicos que devem deixar o país. Segundo o Ministério da Saúde, com a saída dos médicos, o estado pode perder mais de 290 profissionais atuantes.

O governo de Cuba anunciou na quarta-feira (14) que decidiu sair do Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.

Ao todo, 200 médicos devem embarcar para o país de origem nesta sexta. O voo está programado para 20h no horário de Manaus, no Aeroporto Internacional da capital. Segundo o consulado, na tarde desta sexta os médicos já estavam alocados em um hotel na Zona Sul da cidade.

Eles devem seguir voo em uma companhia aérea cubana. Todos eles atuavam em estados do Norte brasileiro.

Médicos cubanos do Amazonas

Segundo o Ministério da Saúde, das 8.332 vagas ocupadas por médicos cubanos no país, 292 são do Amazonas. Ao todo, 467 médicos brasileiros e cubanos atuam no estado por meio do Programa Mais Médicos.

Os médicos estrangeiros atuam, principalmente, em áreas distantes de Manaus e nas cidades do interior do estado, onde existe dificuldade de contratação de médicos brasileiros. Os médicos cubanos foram bem recebidos pela população que antes sofria com a falta de médicos nas unidades de saúde.

Saída do programa

O governo Cubano informou saída do programa, mas o comunicado não especifica a data em que os médicos deixarão de trabalhar no programa.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa”, diz a nota do governo.

A Opas disse, apenas, que foi comunicada da decisão, sem dar mais detalhes.

Fonte: G1
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