Mayara Pinheiro trabalha para mediar conflitos na saúde do Estado

Dep. Mayara Pinheiro (PP)

A presidente da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Dra. Mayara Pinheiro (PP) em entrevista ao Blog da Floresta informou que num primeiro momento pretende contar com um diagnóstico da situação real da saúde, tanto na capital quanto dos municípios do interior do estado para poder fazer sugestões. Falou do trabalho no planejamento das atividades da comissão. Consciente da crise na saúde pela qual atravessa o estado disse que está esperando saber do governo sobre o remanejamento de recursos do projeto do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas. (FTI) que prevê a utilização de aproximadamente R$ 300 milhões de reais.

Segundo a deputada, já foram realizadas as visitas in loco as unidades de saúde na capital. “Infelizmente a saúde está no abandono na capital, e muito mais no interior. Essa é a realidade. Estamos trabalhando no planejamento. Iremos realizar audiências, entrevistas com secretário de saúde e temos feito muitos requerimentos para contar com o diagnóstico. Estou preocupada com as empresas terceirizadas que estão a espera de receber do governo. Aguardamos também que seja emitida uma nota neste sentido para anunciar o pagamento, inclusive dos médicos”, afirmou.

Controle de estoque de medicamentos mais eficaz

A deputada Mayara Pinheiro, que é médica dermatologista, atestou que tendo sido ex-vice-prefeita de Coari conhece bem a área de saúde e as necessidades no interior. “Com a minha experiência pretendo trabalhar para melhorar a situação em que se encontra a saúde. A comissão da Aleam deve mediar para resolver os vários conflitos atuais”, disse.

”Setecentos itens dentre os medicamentos essenciais para a Saúde estão praticamente zerados em toda a rede pública do Estado. Verifiquei este fato durante visita a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).  É preciso regularizar com urgência o abastecimento, especialmente com remédios básicos como para dor de cabeça e soro”, informou a parlamentar.

Explicou ainda que os números são alarmantes, pois 12% do estoque dá para três meses e outros 25% para um mês, que segundo ela é quase nada. “Se a gente for levar em consideração realmente os itens essenciais é ainda mais impactante. São medicações, insumos que a gente precisa muito no dia a dia, e quando estão em falta refletem diretamente no atendimento ao paciente”, ressaltou a deputada Dra Mayara Pinheiro.

Reportagem: Mercedes Guzmán

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