Manifestantes entram em confronto com militares venezuelanos na fronteira brasileira

Venezuelanos que vivem em Roraima atiram pedras nos agentes da Guarda Nacional Bolivariana. (Foto: RICARDO MORAES / REUTERS)

Militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e imigrantes venezuelanos que estão em território brasileiro voltaram a entrar em confronto no início da tarde deste domingo na fronteira entre os dois países em Pacaraima, Roraima. Os guardas avançaram sobre os manifestantes com veículos blindados, lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando com bala de borracha. Os manifestantes atiraram pedras e devolveramas bombas de gás que conseguem pegar no chão.

Após os confrontos, a força-tarefa do comando do Exército que está no local decidiu montar um cordão de isolamento do lado brasileiro da fronteira, com membros da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Força Nacional.

A confusão teve início às 12h50, depois que os venezuelanos atiraram pedras nos militares do seu país e terminaram de destruir um posto militar venezuelano que foi incendiado na noite de sábado. Antes, os manifestantes haviam atirado pneus queimados contra os militares, enquanto gritavam palavras de ordem pedindo o fim do regime Maduro maduro e que os integrantes da GNB abandonassem seus postos e se juntassem à oposição liderada por Juan Guaidó, que se declarou presidente interino em 23 de janeiro e foi reconhecido por 50 países, incluindo o Brasil.

Bombas caíram em território brasileiro, e o coordenador operacional adjunto da força-tarefa criada na semana passada pelo governo brasileiro para enviar ajuda à Venezuela, o coronel Georges Feres Canaã, foi até a fronteira. Ele pediu aos manifestantes que não devolvessem as bombas de volta, e quase foi atingido por uma delas.

O coronel brasileiro George Feres Canaã pede aos manifestantes que parem de atirar objetos nos militares venezuelanos (Foto: RICARDO MORAES / REUTERS)

Após uma reunião de emergência do comando da força-tarefa, decidiu-se montar um cordão de isolamento do lado brasileiro da fronteira. Do outro lado, três blindados da GNB estão posicionados a 50 metros da linha divisória. Um militar do Exército brasileiro utilizou um megafone para se comunicar com militares venezuelanos que se se aproximaram do limite da fronteira e informou que o cordão de isolamento foi formado “somente para garantir a integridade das pessoas”.

“A fronteira não está fechada (do lado brasileiro). As pessoas que quiserem atravessar podem fazer isso em pequenos grupos.”

A fronteira está fechada desde a última quinta-feira, por ordem do governo de Nicolás Maduro. No sábado, os militares da GNB impediram a passagem de dois caminhões de pequeno porte com alimentos enviados pelos governo brasileiro e americano a pedido da oposição venezuelana. A operação faz parte de uma articulação da oposição venezuelana, dos Estados Unidos, do Brasil e da Colômbia para levar os militares americanos a abandonar a lealdade a Maduro.

(O GLOBO)

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