Luiz Castro mantém pedido de criação da CPI da Saúde

Dep. Luiz Castro
Dep. Luiz Castro

O deputado Luiz Castro (Rede) reafirmou hoje (18) que mantém o pedido de criação da CPI para investigar o desvio de dinheiro público da área de Saúde no Amazonas. Os erros na gestão da Saúde, segundo o parlamentar, vêm ocorrendo em sucessivos governos e tomaram maior proporção nas administrações de Omar Aziz e de José Melo.

O pedido de extinção do Instituto Novos Caminhos (INC), através de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), é mais uma evidência do desvio de recursos da Saúde que precisa ser investigado, sustenta Luiz Castro. 

O INC foi alvo da Operação Maus Caminhos, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que revelou o recebimento de mais R$ 500 milhões, em contratos fraudulentos com o Estado, em 2016, conforme cita a ação do MPE. 

Luiz Castro disse que não se omitirá diante dos rombos na saúde pública, enquanto a população amazonense sofre nas filas em busca de atendimento. Até agora, o requerimento da CPI recebeu a assinatura dos deputados Sabá Reis, Sinésio Campos, José Ricardo e do próprio Luiz Castro, que avalia que a criação da comissão em nada atrapalharia o governo de Amazonino Mendes. 

“Paciência, se os demais deputados se negam a assinar. Eu tenho a convicção de que a Assembleia Legislativa não deve abrir mão da sua prerrogativa de fiscalizar as irregularidades do governo, principalmente quando prejudicam a população numa área como a saúde, que funciona precariamente”, reagiu o deputado. 

Luiz Castro aponta outras questões graves na gestão da Saúde, como os contratos suspeitos com empresas que cobram milhões por serviços prestados ao Governo nas unidades de atendimento. “O governo gasta dez vezes mais do que um hospital particular, pelo gás usado num hospital público”, exemplificou. 

Outros questionamentos foram feitos ontem ao secretário de Saúde, Francisco Deodato, em relação ao déficit no setor, anunciado inicialmente em R$ 1,2 bilhão e reduzido depois pela metade. Castro cobrou também do novo gestor, estratégias para reduzir os altos custos com as terceirizações, que segundo ele, viraram regra na rede estadual de Saúde. 

O parlamentar cobrou ainda alternativas para os elevados gastos com insumos, com medicamentos e com a manutenção das unidades da rede estadual de saúde no Amazonas.

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