Jaraqui discutiu Economia do Estado

Alternativas de Economia para o Estado foi tema no Jaraqui.
Alternativas de Economia para o Estado foi tema no Jaraqui.

O Projeto Jaraqui que acontece todos os sábados de 10h às 12h na República Livre do Pina se reuniu novamente neste sábado (17) e levou para discussão em praça popular a economia do estado do Amazonas. O BLOGdaFLORESTA esteve presente como todos os sábados acompanhando as discussões desse projeto de tribuna popular que já existe há mais de trinta anos.

Estavam presentes na ocasião, o coordenador do Núcleo de Cultura e Política da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e um dos dos idealistas do Jaraqui, o professor Ademir Ramos, além do economista Osiris Silva, o secretário executivo de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (SEPROR), Geraldo Bernardino, dentre outros militantes dos debates na Tribuna do Jaraqui.

Economista Osiris Silva.
Economista Osiris Silva.

O economista, Osiris Silva, 69, explicou que aceitou o convite do professor Ademir porque viu a possibilidade de levar o tema do processo de desenvolvimento da região e do estado para a comunidade. “Aceitei porque entendi que é uma oportunidade de um “tete a tete” com comunidade, com a sociedade e em praça pública de onde nós todos viemos. É uma oportunidade de trazer a dinâmica em relação ao processo de desenvolvimento do estado, a zona franca e as questões inerentes como as do setor agrícola, primário, uma visão pé no chão”, disse.

Secretário Executivo da Sepror, Geraldo Bernardino.
Secretário Executivo da Sepror, Geraldo Bernardino.

Participou do debate também, Geraldo Bernardino, secretário executivo da Sepror. Para ele a discussão também fortalece a diminuição do êxodo rural, pois entende que o peixe faz com que as populações permaneçam em suas origens. “Estamos discutindo aqui todas as forças da cadeia produtiva do Amazonas, como a subsistência e a segurança alimentar. São cerca de 500 mil pessoas que se alimentam diariamente de peixe. É importante também ampliar as discussões sobre a pesca esportiva e a de peixes ornamentais que temos um grande potencial no estado por causa de Barcelos. Essa atividade da cadeia produtiva é a que mais contribui com a geração de emprego e com a distribuição de renda, ajudando a economia pesqueira”, relatou.

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Ademir Ramos enfatizou ao BLOGdaFLORESTA que a tribuna deste sábado foi um momento de respostas a muitas perguntas que ainda não foram atendidas pelo poder público. “A questão é o processo de acumulação de riquezas. O Polo Industrial produz a riqueza, mas quem se beneficia disso? como ela é partilhada como o povo? Poderia ser por meio de políticas públicas ou de políticas de empregabilidade é isso que queremos saber, a riqueza como fica para o Norte do Brasil. Se formos avaliar o nível de salário no Distrito Industrial é pouquíssimo, então qual é a perspectiva, o futuro, o que temos pela frente em termo de alternativas econômicas?”, questionou o professor.///Sara Matos-Foto: Áida Fernandes.

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