Índios Tenharim acusados de tríplo assassinato podem ser soltos amanhã

Aldeney Ribeiro, Stef Pinheiro e Luciano Freire foram mortos a tiros em dezembro passado
Aldeney Ribeiro, Stef Pinheiro e Luciano Freire foram mortos a tiros em dezembro passado
Aldeney Ribeiro, Stef Pinheiro e Luciano Freire foram mortos a tiros em 16 de dezembro passado

Os 5 índios “Tenharim” presos por suspeita de participação no homicídio de três pessoas na Aldeia Taboca ‘podem ser soltos’ nessa sexta-feira (28). A prisão temporária vence essa semana e caso não surja nenhum fato novo eles serão liberados.

A PF concluiu o inquérito que apontou indícios de participação dos 5 indígenas no triplo homicídio e ocultação dos corpos de Stef Pinheiro, Adldeney Ribeiro e Luciano Freire e pediu a prisão preventiva dos suspeitos.

No último dia 27 de fevereiro os cinco índios tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 pela Justiça Federal do Amazonas. O juiz Márcio André Lopes Cavalcante, da 2ª Vara Federal (Criminal), seguiu o parecer do procurador da República Edmilson Barreiros, do Ministério Público Federal no Amazonas, que não encontrou argumentação que justifique para os mesmos continuarem presos.

A prisão preventiva é uma medida cautelar com objetivo de prevenir que o réu cometa novos crimes ou fuja e o mantém preso até o julgamento. Já a prisão temporária dura apenas 30 dias que podem ser prorrogados por mais 30 caso a investigação se estenda. O objetivo da prisão temporária é impedir que os suspeitos interfiram no processo de investigação, seja ameaçando testemunhas ou destruído provas.

Os índios Gilvan ‪Tenharim‬, Gilson Tenharim, Domiceno Tenharim, Valdinar Tenharim e Simeão Tenharim estão presos desde o dia 30 de janeiro em Porto Velho (RO).

Os três homens desapareceram no dia 16 de dezembro do ano passado em uma área próxima a aldeia Taboca, a 137 quilômetros de Humaitá. No dia 03 de fevereiro a PF encontrou os corpos enterrados próximo a aldeia com marcas de tiro. Após investigação, a PF concluiu que os cinco “Tenharim” assassinaram os três homens, supostamente por vingança pela morte de uma liderança indígena, Ivan Tenharim. Os índios Gilson e Gilvan são filhos do cacique. /// (A Crítica de Humaitá)

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