Indígenas de Novo Airão começam a ser capacitados no Curso Técnico de Enfermagem

O curso já foi ministrado em 17 municípios amazonenses
O curso já foi ministrado em 17 municípios amazonenses

Mais 25 indígenas começaram a ser capacitados pelo Governo do Amazonas na formação de técnico em enfermagem no Estado. Dessa vez, o curso atende a indígenas dos povos Baré, Lanawa, Tukano, Baniwa, Dessano, entre outros, que vivem no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus).

As aulas começaram no último dia 26 e são oferecidas pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), com a parceria da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind). A ação é da câmara “Melhoria da Qualidade de Vida dos Povos e Comunidades Indígenas”, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O curso de Enfermagem destinado exclusivamente aos indígenas tem a duração de 1,8 mil horas e, até 2012, já havia sido oferecido nos municípios como Lábrea, Pauini, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Benjamin Constant/Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tefé, Alvarães/Uarini, Maués, Parintins, Barreirinha/Nhamundá, Jutaí e Fonte Boa.

A atividade tem superado as expectativas dos participantes, diz Alvanira Soares
A atividade tem superado as expectativas dos participantes, diz Alvanira Soares

“Esta semana, Novo Airão abriu o calendário de cursos técnicos para indígenas de 2013, que prossegue na próxima semana, com o início das aulas em Coari”, informou a chefe do Departamento de Promoção dos Direitos Indígenas (Depi), Rose Meire Barbosa.

Aulas – Durante o curso, indígenas como Alvanira Soares Palmela, 40, do povo Lanawa, recebem aulas de língua portuguesa, noções para primeiros socorros, assistência à saúde do idoso, Farmacologia, entre outras. Segundo ela, a atividade tem superado as expectativas entre os participantes.

“Está ótimo, pois além da parte teórica, ainda poderemos fazer estágio prático”, informou. “Tem ainda o fato de podermos exercer a profissão e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas de nossas comunidades”, acrescentou Alvanira, que é diretora administrativa do Instituto Indígena Maku Itá de Novo Airão (IIMNA).

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