História sendo abandonada

(Foto: Kennedy Lyra)

Hoje só existem ruínas daquilo que foi uma das locomotivas da economia amazonenses nas décadas de 50 e 60. Trata-se da indústria da tecelagem, em Parintins, que durante muito tempo foi um dos principais centros de produção de Juta e Malva do Amazonas.

(Foto: Kennedy Lyra)

A indústria de tecelagem chegou a empregar mais de 3 mil operários de forma direta, com centrais de beneficiamento em Manaus, Manacapuru e Tefé. Em Manaus existia a Brasiljuta, a maior do setor, empregando centenas de manauaras, enquanto no interior se produzia toneladas da fibra exportadas para o sul do Brasil e também para o exterior.

(Foto: Kennedy Lyra)

Além do beneficiamento da Juta e Malva, também se trabalhava no beneficiamento de Castanha do Brasil, onde se colhia as amêndoas e se beneficiava na capital amazonense e no interior do estado, com exportação garantida para outros países.

Hoje só existe um passado em ruínas, pois o material sintético se espalhou e substituiu as antigas sacarias de Juta. Somente os exportadores de Café mantêm as embalagens utilizando a estopa de Juta. Sem subsídios dos governos, seja federal ou estadual, fica difícil se cultivar e beneficiar a Juta. Em Manaus e Parintins se encontram as antigas instalações com o maquinário sem utilização e no mais completo abandono.

Que se crie formas de melhor aproveitamento desse bem natural, o qual já teve seus momentos de pujança e elevou a economia do Amazonas. Se o ministro da Economia Paulo Guedes vem se mostrando contrário à Zona Franca, o cultivo da Juta e Malva precisam ser alavancados, pois o próprio governo federal já admitiu que outros meios de desenvolvimento tem que ser implementados no maior estado da federação.

Reportagem: Kennedy Lyra

 

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