Governo do Amazonas viabiliza calcário a baixo custo aos produtores rurais do Estado

A isenção do ICMS possibilitou uma redução de 70% nos custos do minério
A isenção do ICMS possibilitou uma redução de 70% no custo do minério

Chegou a Manaus o primeiro carregamento de calcário dolomitico (de uso agrícola) extraído da mina do Jatapu, localizada a 680 quilômetros da capital, no município de Urucará. São quatro mil toneladas. O calcário extraído do Jatapu será vendido ao preço de R$ 155 a tonelada, bem abaixo dos R$ 455 pagos pelo produtor atualmente.

De acordo com o secretário estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava, a redução no preço do calcário agrícola extraído do Jatapu em mais de 70% do preço que hoje é pago pelo produtor rural do Amazonas foi possível porque o governador Omar Aziz isentou o minério do pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria de Serviço (ICMS), para oferecer ao produtor um preço acessível e compensar os custos de logística no transporte do calcário da mina até o município de Manacapuru, onde ele será beneficiado e comercializado. Nava explicou que o fato de o minério ser produzido no Estado também influenciou no atual valor que o minério está sendo comercializado.

A balsa com as quatro mil toneladas do minério atracou ontem (9) no Porto Itaguara, no Distrito Industrial, e, depois de passar por uma inspeção técnica feita por fiscais da Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), seguiu para o município de Manacapuru, onde o produto será triturado e moído para ser comercializado aos produtores rurais do Estado.

Para Daniel Nava, que desde dezembro de 2011 coordena o Grupo de Trabalho que realizou estudos e pesquisas para determinar a viabilidade econômica e social do uso do calcário dolomitico extraído do Rio Jatapu, considerou o inicio da comercialização do minério a um preço 70% menor um marco rumo à criação de uma nova matriz econômica no Estado do Amazonas.

“Essa é a primeira produção de calcário agrícola do Amazonas, um estado, que importava do Ceará, Rondônia e Mato Grosso, 100% do minério que consumia. Neste ano, em função das condições hidrológicas, que desde a semana passada não permite mais a navegação de embarcações de grande porte, só vamos conseguir comercializar essas quatro mil toneladas, mas, a partir do próximo ano, com inicio da produção em escala, vamos atender toda a demanda do Estado e, até exportar para Roraima”, afirmou Daniel Nava. Segundo o secretário, o próximo carregamento do produto, em função da navegabilidade do rio Japatu, está previsto para fevereiro ou março de 2014.

Pelos cálculos do secretário Daniel Nava, ainda neste mês, os produtores rurais do Amazonas já poderão comprar o calcário do Jatapu, segundo ele, bem a tempo do produto ser aplicado para preparar a terra para o plantio da próxima safra. “No calendário agrícola do Amazonas, é exatamente no final do verão e inicio das chuvas que o agricultor precisar corrigir o solo para iniciar o plantio”, destaca o secretário.

Benefícios ao meio ambiente

O secretário estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava, ressalta que o uso do calcário produzido no Amazonas terá reflexos positivos também para o meio ambiente, pois pagando menos pelo minério, o produtor vai optar por usá-lo para corrigir as já degradadas e também para correção do solo, ao invés de recorrer às queimadas. “O uso do calcário é um fator tecnológico para inibir as queimadas. Nosso produtor terá mais produtividade, pagando menos, e nosso ambiente ficará protegido e preservado”, enfatiza Nava.

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