Governo do Amazonas recupera vicinais para facilitar escoamento da produção

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Foto: Roberto Carlos / Agecom

Até o fim do ano, o Governo do Amazonas, por intermédio da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror) deve concluir as obras de recuperação e abertura de 25 vicinais no Estado, o equivalente a 500 quilômetros de ramais de acesso. As estradas vão facilitar o escoamento da produção e abrem caminho para
os agricultores familiares obterem crédito. Mais de 100 milhões em recursos para financiamento, com juros de 2% ao ano, ainda estão disponíveis para o setor.

As ações fazem parte do programa Amazonas Rural, criado pelo governador Omar Aziz para impulsionar a atividade no Estado. A estimativa é investir na recuperação e abertura de mais de 4,5 mil quilômetros de vicinais nos próximos dois anos. Só as obras em finalização somam investimentos de 15 milhões.
 
“Nós temos a noção exata de que sem escoamento não adianta ter produção. O papel do poder público é criar a infraestrutura. Já recuperamos 1.500 quilômetros e estamos assumindo esse desafio de fazer mais”, ressaltou o secretário estadual de produção rural, Eron Bezerra, durante vistoria a obras de recuperação em andamento no município de Rio Preto da Eva, nesta terça-feira, 13 de novembro.

Benefício para famílias – A agricultora Auricélia Santos, 44, líder comunitária do assentamento Rainha, onde o governo estadual recuperou 21 quilômetros de vicinal, comemora a entrega da obra, que vai beneficiar diretamente 40 famílias de pequenos produtores que vivem no lugar.
 
“Hoje, não só eu, como quarenta famílias são beneficiadas com esse ramal. Tinha pessoas que vinham rolando o forno de farinha do início até o final do caminho. Agora o carro já vem trazer o material para a gente trabalhar e escoar a produção da gente. Para muitos pode não significar nada, mas para nós é muito importante”, disse.
 
Assistência técnica e crédito – Com a conclusão das vicinais, a próxima etapa do programa de apoio oferecido pelo governo estadual é o acompanhamento com assistência técnica e oferta de crédito para incremento da atividade, explicou o presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas, Edmar Vizolli.

O maior desafio é o financiamento do produtor. Neste ano, cerca de R$ 250 milhões em recursos para mecanização e investimentos na safra foram disponibilizados para o Amazonas. Desse total, aproximadamente R$ 150 milhões foram utilizados. A linha de fomento possui juros anual de 2%, bem abaixo da média do mercado, mas, mesmo com a vantagem, muitos produtores acabam não tendo acesso por conta de dívidas e restrições em programas de proteção do crédito.
 
De acordo com Vizolli, o Idam encaminhou aos bancos 40 mil nomes de produtores rurais para pesquisa cadastral. Pouco mais de 25 mil foram aprovados para negociar crédito. “O grande desafio é fazer com que o produtor se organize financeiramente para poder ter acesso a crédito. Não se faz agricultura sem dinheiro de banco”, pontuou.

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