Gestão reeleita no Crea-AM vai priorizar fiscalização e inovações tecnológicas

Afonso Lins, presidente Crea-AM

Os primeiros dez dias após a eleição do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) foram marcados pelo retorno ao trabalho do presidente reeleito, eng. Afonso Lins. A prioridade desta gestão é intensificar fiscalizações e realizar mais inovações tecnológicas na capital e no interior.

Sendo a eleição mais longa da história, Afonso Lins, classifica os sete meses de campanha desafiadores, e por conta da pandemia do novo Coronavírus, acabaram tendo que se reinventar, o que acabou ajudando a conhecer e se relacionar mais com os profissionais. “No início da campanha, apostamos em lives nas redes sociais. Estávamos todos em casa, mas conversando sobre engenharia, agronomia e geociências. Foi uma experiência muito boa e ajudou muito na formatação do Plano de Gestão. Na medida que as autoridades foram permitindo pequenas reuniões, com distanciamento, máscara e álcool em gel, a gente pôde conversar ao vivo e adaptar os projetos que serão desenvolvidos nos próximos três anos”, afirma Afonso.

Já conhecido pela classe dos profissionais do Crea, Afonso destaca que a preocupação dos profissionais em deixar o Crea nas mãos de um gestor inexperiente e as melhorias feitas na gestão anterior, também colaboraram para sua continuidade no comando do Crea Amazonas. “Ser um gestor experiente ajudou. Estamos passando por um período de pandemia e muitos profissionais demonstraram preocupação em deixar o Crea Amazonas nas mãos de um gestor inexperiente no pós-pandemia. Mas eu penso que o processo de mudança iniciado em 2018 foi fundamental. Temos trabalho para apresentar e este trabalho foi muito bem avaliado. Nossos projetos e propostas para a próxima gestão, muitos deles, são complementos e continuidade do trabalho que já iniciou. Isso facilitou muito. Quem visita o Crea, vê a diferença de como era antes e como está agora”, destaca o reeleito.

Em questão de prioridades, Afonso Lins aponta a fiscalização como a maior de todas, já que é a atividade-fim do Conselho e tão importante na defesa da sociedade, e para isso pensou em fazer um concurso, para qualificar ainda mais o quadro da fiscalização.
“Fiscalização, sem dúvida. Entendo que a fiscalização ajuda inclusive na geração de empregos aos profissionais, porque obriga o contratante a trabalhar com profissionais registrados e habilitados. Para isso, vamos ampliar e dar mais qualidade a equipe de fiscais com o concurso público no primeiro semestre do ano que vem. Será a primeira vez na história do Crea Amazonas que terá um concurso de ensino superior para a fiscalização”.

Uma outra prioridade de Afonso é a valorização dos profissionais, e para isso a fiscalização em empresas para cumprimento do piso salarial, será ainda mais intensificada. “O cumprimento do piso salarial, sem dúvida, é uma das formas. E cabe a fiscalização exigir este cumprimento. Estamos vigilantes nos concursos públicos também. Ao mesmo tempo, facilitar, com muita tecnologia, a vida do profissional. A Minerva será a inteligência artificial que vai ajudar no preenchimento da ART pelo celular. A própria compensação da ART em 30 minutos. O Crea ajudando o trabalho do profissional melhora até a qualidade de vida da pessoa que poderá passar mais tempo com a sua família, por exemplo. Isso também é uma forma de valorização”, garante Afonso.

Diante de suas expectativas para os próximos anos, Afonso quer um Conselho que abranja todos os profissionais, não importa onde eles estejam. “Um Conselho mais plural, com os profissionais melhor representados. Muito mais atuante no interior. Quando cheguei em 2018, tinha duas inspetorias. Crescemos para 19. E quero chegar em 2023 com 31 inspetorias no interior. E vamos conseguir. Na capital, queremos concluir a obra do prédio anexo, obra essa parada há muitos anos. E estamos adquirindo os imóveis vizinhos para ampliar os serviços que são oferecido”.

[Assessoria]

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