Fundação Cecom ganhará a primeira sala inteligente do Norte

“O importante não é quanto você investe, mas para quantas pessoas você vai poder atender", afirmou Omar Aziz
“O importante não é quanto você investe, mas para quantas pessoas você vai poder atender”, afirmou Omar Aziz

Da Redação – Um termo de cooperação técnica entre a Fundação Cecon, Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Amparo a Pesquisa (Fapeam) foi firmado hoje pelo Governo do Estado, com o qual será possível a criação de uma Sala Cirúrgica Inteligente, a qual vai possibilitar a realização de cirurgias minimamente invasiva ao paciente, com pequenas incisões.

De acordo com o presidente do Cecon, Edson de Oliveira Andrade, a assinatura desse termo, significa a confiança de tornar os sonhos em realidade. “Não existe palavras para agradecer os parceiros que acreditaram nesse projeto  e estão transformando os sonhos em realidade”, disse.

“Essa tecnologia, juntamente com a UEA, vai possibilitar que se forme profissionais totalmente atualizados", destacou Edson Andrade
“Essa tecnologia, juntamente com a UEA, vai possibilitar que se forme profissionais totalmente atualizados”, destacou Edson Andrade

Andrade acrescentou que a expectativa é que ainda esse ano a sala seja instalada, o qual significará um atendimento moderno e de melhor qualidade aos pacientes, mas também a possibilidade de agregar ao Estado, uma tecnologia que não existe no Norte do país.

“Essa tecnologia, juntamente com a UEA, vai possibilitar que se forme profissionais totalmente atualizados e proporcionando um atendimento da melhor qualidade possível”, disse ao acrescentar que as cirurgias serão transmitidas em sala de aula para os alunos da UEA, nesse primeiro momento.

O governador Omar Aziz disse que o Cecon é o primeiro passo, mas que pretende levar a técnica para outras unidades de saúde do estado para dar uma resolução aos problemas de saúde.

 precisamos formar massa crítica. A gente tem que ter espaço para formar outras pessoas", declarou Maria Olivia
“Precisamos formar massa crítica. A gente tem que ter espaço para formar outras pessoas”, declarou Maria Olivia

“O importante não é quanto você investe, mas para quantas pessoas você vai poder atender e esse tipo de cirurgia é rápida e a recuperação também é mais rápida. O paciente ocupa menos tempo num hospital, numa enfermaria e isso é bom, porque tem uma rotatividade maior e não é tão cara”, ressaltou.

A Fapeam está entrando com recursos na ordem de mais de R$ milhão, assim como a UEA. No total serão investidos quase R$ 4 milhões do Governo do Estado, o que não tem nenhum problema, segundo o governador.

“Saúde não pode esperar. Se podemos investir de R$ 600 milhões numa Arena, porque não temos de condições de investir em coisas que vão melhor mais a vida das pessoas. O Estado não é pobre, não está de pires na mão”, destacou Omar, ao criticar o governo federal. “É isso que eu apelo ao governo federal que facilita investimentos para quatro jogos, que não vai melhorar a vida do cidadão amazonense, e temos dificuldades para liberar recursos numa necessidade muito maior que vai atingir pessoas que realmente estão precisando”, criticou.

“A Saúde não pode esperar.  Temos de condições de investir em coisas que vão melhor mais a vida das pessoas", destacou Omar
“A Saúde não pode esperar. Temos de condições de investir em coisas que vão melhor mais a vida das pessoas”, destacou Omar

Segundo a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, o papel da Fapeam é esse, investir em modernização tecnológica para a linha da saúde, como também uma linha de pesquisa inédita. A fundação já havia investido R$ 600 mil para o projeto piloto da Sala Cirúrgica Inteligente.

“Nós precisamos formar massa crítica. A gente tem que ter espaço para formar outras pessoas, tanto em nível de graduação, como mestrado e doutorado para dominar essa áreas da pesquisa. Esse é o nosso sonho a longo prazo e estamos aqui dando o primeiro passo”, pontuou, acrescentando que o próximo passo, será a robótica.

Para Omar,  a maior obra que vai entregar na área da saúde, não é o hospital da Zona Norte, mas o Centro de Reabilitação para dependentes químicos. “Espero que esteja em pleno funcionamento até o dia 28 desse mês”, disse.

Segundo o diretor do Cecom, quase todos os tipos de cirurgia poderão aderir a nova tecnologia. Ele pontuou algumas áreas como: uro-oncologia, ginecologia, cirurgia torácica, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia oncológica e enfermagem. ///Moara Cabral – Fotos: Áida Fernandes

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